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Leia o texto a seguir:

    Uma das primeiras obras que reivindicou pertencer a esse gênero, e do qual poderíamos até dizer que é inventora, foi o livro de um historiador mexicano, Luís González y Gonzáles, Pueblo en vilo [...], publicado em 1968. Tratava-se de um estudo monográfico sobre uma comunidade aldeana do México central ao longo de quatro séculos, levado a cabo com a convicção de que esse tipo de abordagem seria suscetível de restituir uma parte ignorada ou escondida da existência social, uma parte que o autor não hesitava em caracterizar como mátria, feminina, próxima, familiar, afetiva. A monografia e, particularmente, a monografia aldeana é um gênero solidamente instalado nos hábitos historiográficos [...].

(Jacques Revel, “[...]: o que as variações de escala ajudam a pensar em um mundo globalizado”. Disponível em: https://www.scielo.br/ j/rbedu/a/k5MsKMHv6ZQvPsF5vqvdkpB/?format=pdf&lang=pt)

O gênero a que se refere o excerto é a
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    A diferença entre História Serial e História Quantitativa deve ficar clara, embora sejam comuns os já citados casos em que as duas abordagens se superpõem para formar uma História Serial Quantitativa. Ainda que ambas as especialidades possam ser definidas como “abordagens”, existem diferenças a serem notadas.

(José D’Assunção Barros, “História Serial, História Quantitativa e História Demográfica: uma breve reflexão crítica”. Em: Revista de Ciências Humanas, 2011)

Uma das diferenças às quais o texto se refere reside no fato de que a História Serial se caracteriza
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    No decorrer dos anos 1980, muitos historiadores aproximaram-se dos sujeitos e objetos de investigação da Antropologia. O encontro da História com a Antropologia foi significativo para a compreensão da própria noção de história, cuja existência se iniciava, segundo a maioria das obras didáticas, apenas após a invenção da escrita. Essa tendência renovou a história das mentalidades e, sobretudo, a “velha história das ideias”, inserindo-as em uma perspectiva preocupada não apenas com o pensamento das elites, mas também com as ideias e confrontos de ideias de todos os grupos sociais.

(Circe M.F. Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos, 2005. Adaptado)

O excerto faz alusão
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         A existência de desníveis culturais no interior das assim chamadas sociedades civilizadas é o pressuposto da disciplina que foi aos poucos se autodefinindo como Folclore, Antropologia Social, História das Tradições Populares, Etnologia Europeia. Todavia, o emprego do termo cultura para definir o conjunto de atitudes, crenças, códigos de comportamento próprios das classes subalternas num certo período histórico é relativamente tardio e foi emprestado da Antropologia Cultural. Só por meio do conceito de “cultura primitiva” é que se chegou de fato a reconhecer que aqueles indivíduos outrora definidos de forma paternalista como “camadas inferiores dos povos civilizados” possuíam cultura.

(Carlo Ginzburg apud Circe M.F. Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos, 2005. Adaptado)

O excerto apresenta discussão sobre 
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    Então, de modo mais claro, digamos, em vez de acontecimental: esse tempo, aquele cuja medida é a dos indivíduos, a da vida cotidiana, a de nossas ilusões, nossas rápidas tomadas de consciência – o tempo do cronista por excelência, o tempo do jornalista. Ora, observemos que tanto crônica quanto jornal fornecem, ao lado dos grandes acontecimentos qualificados como históricos, os medíocres acidentes da vida ordinária: um incêndio, uma catástrofe ferroviária, o preço do trigo, um crime. Cada um de nós compreenderá que existe esse tempo para todas as formas de vida: econômica, social, literária, institucional, religiosa, e até mesmo geográfica.

(Fernand Braudel, “História e Ciências Sociais [...]”. Em: Fernando A. Novais; Rogério F. Silva (orgs.), Nova História em perspectiva, 2011. Adaptado)

No fragmento, ocorre a discussão