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Leia o texto a seguir:

     Foi a partir dos anos 1980 que se iniciou de fato um processo de revisão crítica dos procedimentos de instrução dos tombamentos e dos critérios de seleção das cidades- -patrimônio. Assim, ocorreu uma mudança de conceito: a cidade-patrimônio passou a ser concebida como um documento histórico, um objeto cultural vinculado também à História, à Etnografia, à Arqueologia, ao Urbanismo e a outras disciplinas, além da História da Arte e da Arquitetura. Temos então a cidade-documento.

(Danilo C. Pereira, “Cidade, patrimônio e território: as políticas públicas federais de seleção no Brasil do século XXI”. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/cpc/article/download/111342/115892/218491. Adaptado)

Considerando o exposto, está correto afirmar que, em relação ao conceito de “cidade-patrimônio”, o conceito de “cidade-documento”
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    Com efeito, algumas das práticas e crenças da chamada História oral “militante” levaram a equívocos que convêm evitar. O primeiro deles consiste em considerar que o relato que resulta da entrevista de História oral já é a própria “História”, levando à ilusão de se chegar à “verdade do povo” graças ao levantamento do testemunho oral. [...]. Essa confusão aparece algumas vezes ainda hoje em trabalhos ditos acadêmicos; por exemplo, em dissertações ou teses que se limitam a apresentar o texto transcrito de uma ou mais entrevistas realizadas, como se esse fosse um resultado legítimo e final da pesquisa.

(V. Alberti, “Fontes orais – Histórias dentro da História”. Em: C.B. Pinsky (org.), Fontes Históricas, 2008)

Partindo do contexto abordado pelo fragmento, está correto afirmar que as fontes orais
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    Ao fazer um balanço geral da historiografia nos últimos 40 ou 50 anos, Ciro Flamarion Cardoso identificou com nitidez dois grandes paradigmas: o primeiro, partidário de uma história científica e racional e, portanto, convencido da existência de uma realidade social global a ser historicamente explicada; e o segundo, cético em relação a explicações globalizantes e tendente a enfatizar, em maior ou menor grau, as representações construídas historicamente.

(Ronaldo Vainfas, “Caminhos e descaminhos da História”. Em: Ciro F. Cardoso; Reinaldo Vainfas, Domínios da História, 1997)

Considerando o contexto abordado pelo fragmento, está correto afirmar que os dois paradigmas mencionados são, respectivamente,
Leia o texto a seguir:

Não estamos longe da definição de Lucien Febvre, um especialista no século XVI, o qual, junto com Marc Bloch, fundou nos idos de 1929 a prestigiosa escola dos Annales, que teria papel fundamental na constituição de um novo modelo de historiografia. Segundo Febvre, a “história era filha de seu tempo”, o que já demonstrava a intenção do grupo de problematizar o próprio “fazer histórico” e sua capacidade de observar.

(Lilia M. Schwarcz, “Apresentação à edição brasileira – Por uma historiografia da reflexão”. Em: Marc Bloch, Apologia da História, 2001)

Considerando o exposto, de acordo com a corrente historiográfica abordada, está correto afirmar que
A imagem apresentada é uma litografia do século XIX que retrata aspectos do cotidiano da população escravizada no Brasil colonial. Essas representações iconográficas constituem fontes históricas fundamentais para a compreensão das condições de vida, trabalho e resistência cultural dos africanos e afrodescendentes. 

Q24.png (366×362)
Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2025/05/ abolicao-da-escravatura-no-brasil-os-3-fatos-essenciais-quelevaram-ao-fim-da-escravidao

Analisando os elementos visuais presentes na litografia, que aspectos históricos sobre a vida da população negra escravizada no Brasil colonial podem ser identificados na cena representada?