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O Modelo Canadense de Desempenho Ocupacional (CMOP), fundamentado nas obras de Law et al. (1996), propõe uma compreensão holística e transdisciplinar da ocupação, reconhecendo a interdependência entre a pessoa, a ocupação e o ambiente. Esse modelo valoriza os sentidos subjetivos atribuídos pelo sujeito ao fazer cotidiano, reconhecendo o protagonismo individual na construção dos planos terapêuticos e a centralidade das experiências vividas em contextos reais. Diante dessa perspectiva, qual conduta terapêutica está mais alinhada aos pressupostos desse modelo?
A crescente incorporação da realidade virtual (RV) na prática terapêutica ocupacional tem sido objeto de investigações interdisciplinares que discutem seus impactos na neuroplasticidade, no engajamento terapêutico e na aprendizagem ocupacional situada. Segundo Rizzo & Koenig (2017), quando empregada com intencionalidade clínica, a RV pode simular experiências complexas que ativam sistemas sensóriomotores e cognitivos, favorecendo reestruturações funcionais e transferência de aprendizagens para a vida cotidiana. Nesse contexto, qual alternativa expressa, de forma acurada, a aplicabilidade clínica da RV na Terapia Ocupacional?
A análise da atividade, enquanto procedimento metodológico e epistemológico constitutivo da Terapia Ocupacional, permite a decomposição e reconstrução da ocupação como fenômeno complexo, articulando dimensões biomecânicas, cognitivas, sensoriais, afetivas e contextuais. Autores como Fisher (2009) e Polatajko et al. (2007) evidenciam que esse processo transcende a descrição mecânica da tarefa, exigindo leitura crítica do significado atribuído à ocupação pelo sujeito, das barreiras ambientais e das dinâmicas socioculturais que atravessam o fazer cotidiano. À luz dessas premissas, assinale a alternativa que expressa corretamente os componentes estruturantes da análise da atividade:
No campo da Terapia Ocupacional, a Abordagem Centrada na Pessoa delineada por Carl Rogers (1961) tem influenciado de maneira decisiva práticas clínicas que valorizam a subjetividade, a autenticidade relacional e a escuta empática como dispositivos fundamentais de cuidado. Essa perspectiva concebe o terapeuta como facilitador do crescimento pessoal do sujeito, cuja autonomia e capacidade de autorregulação são respeitadas como inerentes ao processo terapêutico. À luz dessa concepção, qual prática está em maior consonância com os pressupostos rogerianos aplicados à atuação em saúde mental com adultos?
O planejamento terapêutico em Terapia Ocupacional pressupõe a formulação de metas estruturadas, que orientem a intervenção com base no modelo SMART (específicas, mensuráveis, atingíveis, relevantes e temporais). Uma meta é considerada bem formulada quando permite monitoramento objetivo e reflete diretamente a necessidade funcional do paciente. Qual das alternativas apresenta uma meta corretamente construída segundo esse modelo?