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O diagnóstico terapêutico ocupacional constitui processo de análise e interpretação dos dados coletados durante a avaliação, permitindo ao profissional identificar as disfunções ocupacionais que interferem no desempenho das atividades cotidianas do indivíduo. Este processo considera múltiplas dimensões como as habilidades e limitações funcionais, o contexto sociocultural, os papéis ocupacionais desempenhados, os interesses e necessidades do usuário, além das demandas ambientais que influenciam sua participação social. O diagnóstico fundamenta a elaboração do plano terapêutico individualizado e orienta a seleção de estratégias de intervenção adequadas às características e objetivos de cada pessoa atendida. Sobre o diagnóstico terapêutico ocupacional e a análise das condições dos pacientes, analise as afirmativas a seguir:

I.O diagnóstico terapêutico ocupacional deve basear-se exclusivamente nos diagnósticos médicos e nos códigos da Classificação Internacional de Doenças, sendo secundária a análise dos contextos de vida, papéis ocupacionais e necessidades específicas identificadas pelo próprio usuário durante o processo de avaliação.
II.O diagnóstico terapêutico ocupacional identifica as disfunções ocupacionais considerando as habilidades e limitações funcionais, o contexto sociocultural, os papéis ocupacionais, os interesses e necessidades do usuário, fundamentando a elaboração do plano terapêutico individualizado.
III.O diagnóstico terapêutico ocupacional deve priorizar a identificação de déficits estruturais e funcionais através de instrumentos biomédicos quantitativos, sendo dispensável a investigação dos significados que o indivíduo atribui às suas atividades cotidianas e dos fatores contextuais que facilitam ou dificultam sua participação social.

Está correto o que se afirma em:

Atualmente, tem-se observado o crescimento da pesquisa clínica em Terapia Ocupacional, no âmbito mundial, ratificando sua importância para orientar o raciocínio profissional e as tomadas de decisão dos terapeutas ocupacionais. Tem-se percebido crescente facilidade tanto para publicar estudos em revistas especializadas quanto para acessar conhecimento internacional sobre tratamentos eficazes para diversas condições apresentadas por pessoas, grupos e comunidades. No entanto, apesar dos avanços na divulgação da Prática Baseada em Evidências (PBE), a aplicação efetiva dessas pesquisas na prática clínica, considerando a internacionalização do conhecimento, ainda é um desafio para a área. A esse respeito, Araújo et al.,(2018) descrevem o que seriam condições ideais para o desenvolvimento de práticas na perspectiva da PBE. Qual das alternativas expressa o que as autoras consideram estas condições ideais?

Segundo Stein (2020), assinale a alternativa que indica corretamente todos os impactos positivos da Prática Baseada em Evidências (PBE) na Terapia Ocupacional:



I - Melhora a efetividade das intervenções.


II - Desconsidera a experiência do terapeuta.


III - Promove o uso consciente de dados científicos atualizados.


IV - Restringe a autonomia clínica dos profissionais.


V - Facilita a comunicação dos resultados aos pacientes.



Quais estão corretas?

A literatura sobre Prática Baseada em Evidências (PBE), conforme discutida por Stein (2020), enfatiza que a integração entre pesquisa e prática envolve knowledge translation (translação do conhecimento), decision-making (tomada de decisão) e clinical reasoning (raciocínio clínico/profissional) sustentados por evidências de diferentes naturezas. Araújo et al. (2018) reforçam que, no Brasil, persistem barreiras epistemológicas e institucionais que dificultam esse processo. Os autores mencionados por Araújo et al. apontam que a “translação do conhecimento” depende de políticas organizacionais, mediação cognitiva e processos contínuos de educação permanente.


Considerando o diálogo entre essas duas obras, relacione os elementos:



COLUNA I — Componentes da translação do conhecimento (segundo literatura citada em Stein, 2020):


1. Adaptação contextual das evidências


2. Avaliação crítica da robustez metodológica


3. Co-construção interprofissional do plano de intervenção



COLUNA II — Barreiras brasileiras descritas por Araújo et al. (2018):


A. Descontinuidade institucional que impede processos de educação permanente


B. Preconceito profissional que desqualifica a pesquisa e reforça práticas exclusivamente empírico-experienciais


C. Fragmentação entre equipes e ausência de cultura colaborativa



Assinale a associação correta: 

A literatura contemporânea da Terapia Ocupacional tem reforçado a necessidade de incorporação sistemática da Prática Baseada em Evidências (PBE) como eixo estruturante das tomadas de decisão clínicas. Entretanto, como argumenta Stein (2020), a PBE não se resume ao uso mecânico de artigos científicos, mas a uma estrutura epistemológica tripartida, que integra:


(a) evidências científicas atualizadas e metodologicamente sólidas;


(b) expertise clínica do terapeuta;


(c) valores, preferências e singularidades das pessoas atendidas.


Apesar desse modelo consolidado internacionalmente, Araújo et al. (2018) demonstram que a realidade brasileira ainda enfrenta barreiras estruturais, institucionais e culturais que dificultam a translação do conhecimento científico para a prática cotidiana.


Entre os obstáculos discutidos pelas autoras, destacam-se: a falta de tempo institucional para estudo; ausência de políticas organizacionais que valorizem a educação permanente; preconceitos e crenças profissionais que desqualificam a pesquisa; e dificuldades na comunicação dos resultados científicos para usuários, famílias, gestores e equipes interdisciplinares.


Considerando os princípios centrais da PBE (Stein, 2020) e os obstáculos identificados à sua implementação (Araújo et al., 2018), associe corretamente os elementos das duas colunas, identificando qual barreira dificulta diretamente cada princípio da PBE:



COLUNA I — Princípios centrais da PBE (Stein, 2020):


1. Integração entre evidências científicas e experiência clínica


2. Uso crítico de pesquisas atualizadas


3. Comunicação transparente dos resultados



COLUNA II — Barreiras estruturais (Araújo et al., 2018):


1. Falta de tempo institucional e ausência de espaços formais para discussão e leitura crítica


2. Preconceito profissional baseado na desvalorização do conhecimento científico e primazia do conhecimento tácito


3. Dificuldade em traduzir achados científicos para a linguagem dos usuários, equipes e gestores



Assinale a associação correta: