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Paciente de 45 anos, sem comorbidades, procura atendimento referindo descarga papilar sanguinolenta unilateral em mama direita há 3 meses, espontânea, por orifício único. Nega nódulo palpável, dor ou alterações cutâneas. História familiar negativa para câncer de mama. Ao exame físico: expressão de secreção sanguinolenta em papila direita, oriunda de ducto único às 2 horas, sem massa palpável. Mama esquerda sem alterações. Mamografia bilateral: mamas heterogeneamente densas (ACR tipo C), sem nódulos ou microcalcificações suspeitas, BIRADS 2. Ultrassonografia mamária: mama direita com área hipoecoica intraductal de 8 mm em região retroareolar, sem fluxo ao Doppler, distante 12 mm da papila. Mama esquerda sem alterações. Realizada biópsia percutânea (core biopsy) guiada por ultrassom da lesão intraductal. Resultado anatomopatológico: papiloma intraductal com áreas de hiperplasia ductal atípica focal. Considerando o resultado da biópsia percutânea e o risco de subestimação diagnóstica (upgrade), qual a conduta mais adequada?
Paciente de 52 anos, pós-menopausa, submetida a mamografia de rastreamento que evidenciou microcalcificações agrupadas em mama esquerda com 4,5 cm de extensão, BI-RADS 4C. Realizada biópsia percutânea guiada por estereotaxia, com retirada de 12 fragmentos. Resultado anatomopatológico: carcinoma ductal in situ (CDIS) grau nuclear alto, comedocarcinoma. Ausência de componente invasor. Imuno-histoquímica: RE positivo 90%, RP positivo 70%, HER2 negativo, Ki-67 35%. Ressonância magnética de mamas: área de realce não-massa segmentar de 4,0 cm em QSL de mama esquerda, sem outras lesões. Mama contralateral sem alterações. Paciente ansiosa, questiona sobre risco de recidiva e necessidade de retirada total da mama. Considerando o diagnóstico, extensão da lesão e fatores prognósticos, qual a melhor conduta terapêutica?
Puérpera de 28 anos, primípara, no 18º dia pós-parto, em aleitamento materno exclusivo, procura atendimento com queixa de dor intensa na mama direita há 2 dias, associada a hiperemia e febre de 38,5 °C iniciada há 24 horas. Refere fissuras mamilares bilaterais desde o início da amamentação. Nega episódios prévios semelhantes. Ao exame físico: estado geral regular, Tax: 38,2 °C. Mama direita: eritema difuso em QSL, calor local, edema e dor intensa à palpação, sem flutuação. Não há áreas de necrose cutânea. Mama esquerda sem alterações. Mantém amamentação bilateral, porém com dor importante à pega na mama direita. Nega saída de secreção purulenta pelo mamilo. Considerando o quadro clínico e as recomendações atuais sobre manejo de intercorrências da lactação, qual a conduta mais adequada?
Paciente de 38 anos, nuligesta, diagnosticada com carcinoma ductal invasor de mama esquerda. Ao exame físico inicial: tumor de 7 cm em QSL, com retração cutânea, linfonodo axilar palpável de 3 cm, fixo. Mamografia: massa espiculada de 7,5 cm, BI-RADS 6. Ultrassonografia axilar: linfonodo suspeito de 3,2 cm. Core biopsy do tumor: carcinoma ductal invasor grau 3, RE negativo, RP negativo, HER2 negativo (triplo negativo), Ki-67: 78%. PAAF do linfonodo axilar: positivo para metástase. Estadiamento complementar (TC tórax/abdome, cintilografia óssea): sem metástases à distância. Classificada como estádio IIIB (T3 N1 M0). Submetida a quimioterapia neoadjuvante com 6 ciclos de AC-T (adriamicina/ciclofosfamida seguido de paclitaxel). Após tratamento, apresenta regressão tumoral significativa: nódulo residual de 1,5 cm, sem fixação cutânea, linfonodo axilar não mais palpável. RM de mama pós-QT: área de realce irregular de 1,8 cm, sem outros focos. Considerando a resposta ao tratamento neoadjuvante e o objetivo de controle locorregional, qual a melhor conduta cirúrgica?
O rastreamento do câncer de mama no Brasil é feito principalmente por meio da mamografia, sendo que as recomendações variam entre as diretrizes oficiais do Ministério da Saúde e as de entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Mastologia. O objetivo é detectar a doença em estágio inicial, aumentando as chances de cura. Em setembro de 2025, o Ministério da Saúde atualizou a recomendação para o rastreamento do câncer de mama no Brasil, alinhando-se a orientações internacionais. Sobre o rastreamento mamográfico no SUS, segundo o protocolo do Ministério da Saúde, assinale a alternativa CORRETA: