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Paciente de 11 anos, sexo masculino, estudante do ensino fundamental, procura atendimento por aumento doloroso da região parotídea direita há dois dias, associado a febre baixa e mal-estar. Diante da suspeita clínica e da confirmação de outros dois casos semelhantes na mesma escola, a direção solicita orientação de um médico infectologista sobre as medidas de controle e prevenção da doença entre os alunos.

Com relação ao caso, é correto afirmar que 
Doenças de notificação compulsória são comumente detectadas por meio de sistemas de vigilância passiva. No entanto, dada a alta proporção de indivíduos assintomáticos entre os infectados pelo vírus Zika, a falta de especificidade na apresentação clínica dos casos e a complexidade do diagnóstico laboratorial em um contexto de circulação simultânea de outros vírus intimamente relacionados, a detecção do vírus Zika é desafiadora. Embora os esforços sejam direcionados para melhorar a sensibilidade dos sistemas de vigilância, a ausência de detecção não é uma garantia de que o vírus Zika não esteja em circulação ou de que a transmissão local tenha sido interrompida. O desafio é ainda maior diante da possibilidade de transmissão sexual, que pode contribuir para a manutenção da circulação viral independentemente da presença de vetores infectados e favorecer a ocorrência de casos esporádicos ou cadeias de transmissão de difícil identificação pelos sistemas convencionais de vigilância.

Com relação à transmissão sexual do vírus Zika, é correto afirmar que:
Um homem de 24 anos procura uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) referindo ter tido uma relação sexual anal receptiva sem uso de preservativo há exatamente 48 horas com um parceiro casual de sorologia para HIV desconhecida. Ao exame clínico e anamnese, encontra-se totalmente assintomático, negando corrimento uretral ou anal, disúria, úlceras genitais, lesões cutâneas, febre ou outras manifestações. Refere histórico de vacinação completa contra Hepatite B (três doses).

Considerando as recomendações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de Risco à Infecção pelo HIV, IST e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, assinale a conduta inicial correta para esse paciente.
Um médico sanitarista integrante de uma Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena (EMSI) atua na Terra Indígena Yanomami, localizada no estado de Roraima, em área de fronteira com a Venezuela. Durante visitas às comunidades de difícil acesso, o profissional atende um homem de 38 anos com queixa de prurido intenso contínuo há mais de 1 ano, acompanhado do aparecimento de múltiplos nódulos subcutâneos fibrosos, móveis e indolores sobre proeminências ósseas na região escapular direita e crista ilíaca esquerda. Ao exame dermatológico, observam-se lesões papulares, hiperqueratose e lesões por escoriação. A avaliação oftalmológica simplificada demonstra conjuntivite, opacidades corneanas periféricas (ceratite puntiforme) e diminuição acentuada da acuidade visual bilateral.

O médico suspeita de oncocercose e planeja as condutas diagnósticas, terapêuticas e as ações de vigilância epidemiológica e controle ambiental indicadas para a contenção do foco ecológico local.

Considerando a biologia do agente etiológico, a transmissão e os esquemas terapêuticos e de controle da oncocercose preconizados pelo Ministério da Saúde, assinale a afirmativa correta.
Homem de 67 anos apresentou episódio de herpes-zóster torácico há cerca de seis meses, tratado com valaciclovir por via oral durante sete dias. Evoluiu com resolução completa das lesões cutâneas e ausência de dor neuropática residual. Em consulta de acompanhamento, questiona sobre a indicação e o esquema da vacinação contra o vírus varicela-zóster para prevenir novas reativações.

Considerando as recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e do Advisory Committee on Immunization Practices/Centers for Disease Control and Prevention (ACIP/CDC), a conduta correta é