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Mulher de 76 anos, tabagista, usando um maço de cigarros por dia durante 40 anos, procura atendimento por hipertensão arterial sistêmica de difícil controle, diagnosticada há 5 anos. Há 8 anos foi submetida à cirurgia de revascularização do miocárdio. Ao exame físico, peso 66 kg, altura 1,69 m e pressão arterial 186/106 mmHg, na média de duas medidas. Outros achados incluíam um sopro carotídeo à esquerda e pulsos pediosos diminuídos bilateralmente. Exames mostraram creatinina 1,75 mg/dL, o potássio 3,9 mg/dL e rins direito e esquerdo com tamanhos, respectivamente, de 10,5 cm e 9,4 cm, em ecografia do sistema urinário. As medicações em uso incluíam metoprolol 50 mg 2 vezes/dia, anlodipino 5 mg 2 vezes/dia, hidralazina 100 mg 3 vezes/dia, hidroclorotiazida 25 mg 1 vez/dia e atorvastatina 80 mg/dia. Baseado no quadro clínico descrito, qual seria o melhor procedimento diagnóstico para a avaliação da paciente? 
Paciente de sexo feminino, de 70 anos, com doença renal crônica secundária a nefropatia diabética está em tratamento com hemodiálise há dois anos. Refere cansaço, de início há dois meses, principalmente aos esforços. Nega epigastralgia e sangramento vaginal, nas fezes ou no acesso vascular. Faz uso regular de eritropoietina. Ao exame físico, com mucosas descoradas, sem linfadenopatias, sopro de ejeção em foco aórtico, pulmões limpos, abdômen sem organomegalias ou massas palpáveis e sem edema periférico. Os exames de rotina mensal mostraram hemoglobina 8,3 g/dL, ureia 120 mg/dL, creatinina 6,4 mg/dL, potássio 4,6 mEq/L, ferritina 200 µg/dL, saturação da transferrina 15%. Qual a conduta terapêutica para essa paciente? 
 Considere as doenças glomerulares listadas abaixo.

I - Púrpura trombocitopênica trombótica.
II - Doença do anticorpo antimembrana basal glomerular.
III - Glomerulonefrite imunotactoide.
IV - Variante peri-hilar da glomeruloesclerose segmentar e focal.

Quais têm indicação formal de tratamento com plasmaferese e corticosteroides, na fase aguda? 
O teste de equilíbrio peritoneal (PET), em pacientes em diálise peritoneal, avalia a eficiência e as propriedades de transporte da membrana peritoneal, quanto à sua capacidade de difusão e ultrafiltração. Considere as afirmativas abaixo quanto ao resultado do PET.

I - Pacientes rápido-transportadores em diálise peritoneal ambulatorial contínua (DPAC) apresentam uma boa capacidade de remoção de solutos, mas baixa taxa de ultrafiltração.
II - Pacientes lento-transportadores apresentam-se, em geral, com sobrecarga de volume.
III - Diálise peritoneal automatizada com tempos de permanência mais curtos é preferível para pacientes rápido-transportadores.

Quais estão corretas? 
Paciente de sexo masculino, 57 anos, com doença renal crônica secundária à nefropatia diabética, cardiopatia isquêmica e fibrilação atrial, em hemodiálise há três anos, usando como medicação sevelamer, calcitriol, enalapril, apixabana, complexo B e ácido fólico, queixa-se de lesões ulceradas, dolorosas, cobertas por espessas escaras pretas na região posterior da perna direita e na nádega direita. Não há sinais de infecção como presença de eritema ou secreção purulenta. Foi feito o diagnóstico de calcifilaxia, iniciado tiossulfato de sódio três vezes por semana após hemodiálise e suspenso o calcitriol. Apesar dessas medidas, o paciente continua apresentando muita dor, e as lesões aumentaram. A avaliação laboratorial mostrou cálcio sérico de 8,6 mg/dL, fósforo sérico de 4,2 mg/dL, nível sérico de hormônio da paratireoide (PTH) 120 pg/mL e de 25-hidroxivitamina D 15 ng/mL. Qual das seguintes opções terapêuticas está indicada para o paciente neste momento?