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Criança,8 anos, diagnóstico de paralisia cerebral do tipo espástica bilateral (diparesia), foi encaminhada ao setor de Fisioterapia Neurofuncional Pediátrica. Durante a avaliação, observou-se hipertonia elástica com sinal do canivete em flexores de joelho e plantiflexores bilateralmente, além de moderada fraqueza dos extensores de tronco e quadril. Na função manual, a criança apresenta assimetria, utilizando preferencialmente o membro superior esquerdo e demonstrando negligência e desuso aprendido do membro superior direito durante atividades bilaterais. O fisioterapeuta traçou um plano terapêutico integrando a Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP), a Terapia de Restrição e Indução do Movimento (TRIM) e o Treinamento Orientado à Tarefa (TOT).
Com base nos princípios neurofisiológicos e na aplicação dessas abordagens no manejo do tônus e do movimento para o caso descrito, analise as assertivas a seguir.
I- Na aplicação da FNP para o fortalecimento de extensores de quadril, o terapeuta pode utilizar o princípio da irradiação motora ao aplicar uma resistência manual terapêutica na extensão de tronco ou nos extensores do membro superior contralateral, promovendo a somação espacial de estímulos proprioceptivos para facilitar o recrutamento dos músculos fracos do membro inferior afetado.
II- No Treinamento Orientado à Tarefa (TOT), voltado para a locomoção, as atividades propostas devem focar na resolução de problemas motores reais em ambientes variados, estimulando a neuroplasticidade dependente do uso por meio da prática repetitiva e significativa, sem que o foco principal seja o padrão de movimento isolado ou normalizado.
III- A Terapia de Restrição e Indução do Movimento (TRIM) é indicada para o membro superior direito desse paciente, consistindo na restrição do membro superior esquerdo por meio de gesso ou órtese de posicionamento estática de uso noturno, associada ao treino passivo e de baixa intensidade do membro afetado durante o dia.
IV- O manejo da hipertonia elástica dos plantiflexores, utilizando as técnicas de FNP, deve priorizar a contração isométrica vigorosa de intensidade máxima desses mesmos músculos (agonistas), visando ativar os órgãos tendinosos de Golgi para inibir imediatamente o tônus por meio do mecanismo de inervação recíproca.
V- Para o controle do tônus postural, o Treinamento Orientado à Tarefa (TOT) e à TRIM devem ser aplicados de forma estritamente isolada e em ambientes laboratoriais controlados, pois os estímulos e as variações do ambiente natural da criança geram ruído sináptico que impede a consolidação da memória motora na paralisia cerebral.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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O Dr. Fulano, fisioterapeuta responsável pelo setor de neurofuncional, acolheu para avaliação o Sr. Sicrano, um paciente de 67 anos que relata episódios recorrentes de quedas e progressivo atraso na execução de suas Atividades de Vida Diária (AVDs). Durante a inspeção inicial, foram identificados os seguintes sinais de repouso: hipomimia facial (fácies em máscara), leve camptocormia (postura com inclinação do tronco em flexão) e o clássico tremor de repouso em “contar moedas” afetando as extremidades distais. Ao realizar o exame físico detalhado, o profissional constatou bradicinesia moderada, caracterizada pela pobreza e lentidão motora, além de uma marcha festinante (com passos curtos, rápidos e perda do balanço fisiológico dos braços). A mobilização passiva da articulação dos punhos evidenciou o sinal da roda dentada positivo. Diante do quadro clínico, concluiu-se o diagnóstico de Deficiência Cinético-Funcional Neurocentral Hipertônica Plástica, a qual gera severo prejuízo na locomoção básica e impõe restrições importantes tanto nas AVDs quanto na participação social do idoso.
Considere a fisiopatologia da Doença de Parkinson e o conjunto de manifestações clínicas descritas no caso para assinalar a alternativa CORRETA.
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Em relação a fisiopatologia, sinais e sintomas clínicos da esclerose lateral amiotrófica (ELA), avalie:

I. Ocorre uma degeneração progressiva e perda de neurônios motores na medula, tronco encefálico e córtex motor espinal.
II. A trajetória de doença é progressiva e deteriorante, é inevitável a progressão da doença para comprometimentos e limitações.
III. Os nervos cranianos comumente afetados incluem os pares I, II, III e IV.
IV. A fadiga é um fator incomum observado, visto que a degeneração motora leva a um estado de repouso muscular.

Estão corretas as assertivas:
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A terapia convencional para paralisia cerebral (PC) em crianças inclui fisioterapia e abordagens de neurodesenvolvimento. Estes podem ser administrados em regimes de intensidade diferente.
O dono de uma clínica de reabilitação pediátrica questionou o fisioterapeuta se, para a reabilitação de pacientes com PC, seria melhor aplicar a terapia convencional de forma intensiva ou não intensiva.
O fisioterapeuta embasou sua resposta no seguinte estudo de revisão sistemática com metanálise (Arpino, C., Vescio, M.F., De Luca, A., & Curatolo, P. (2010). Efficacy of intensive versus nonintensive physiotherapy in children with cerebral palsy: a meta-analysis. International Journal of Rehabilitation Research,33,165-171.) que comparou o efeito da terapia convencional intensiva (TCI) com a não intensiva (TCNI) sobre a função motora grossa.
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Com base no resultado apresentado, qual é a resposta esperada dada pelo fisioterapeuta?
Em indivíduos com sequela de Acidente Vascular Encefálico, é comum a presença de hemiparesias e até hemiplegias. A estimulação elétrica neuromuscular é um recurso útil e válido, pois:
I - Pode estimular indivíduos com lesão do neurônio motor periférico. II - Pode estimular músculos com eletrodos aderidos à pele em pontos motores dos músculos. III - É possível designar frequência, duração de fase e amplitude de corrente adequados a cada caso.
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