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Ao longo da história, o parto se afastou de um conceito essencialmente fisiológico, feminino e doméstico, em que as pessoas mais próximas do contexto social da parturiente (por exemplo: mãe, vizinhas, parteiras etc.) eram as que davam todo o suporte e ajuda, e migrou para um conceito de intervenção médica, fortemente influenciado por uma visão masculina e centrado muito mais no tipo de intervenção terapêutica escolhida pela equipe médica (que muitas vezes limita o espaço e a liberdade da mulher de vivenciar, em toda a sua magnitude, o nascimento de seu filho) do que na mãe e suas necessidades pluridimensionais. Na atualidade, porém, vêm crescendo os movimentos que defendem o parto humanizado, que busca resgatar o conceito fisiológico do nascimento. Como membro integrante da equipe obstétrica, o fisioterapeuta tem como função, de forma geral, conscientizar a parturiente sobre as mudanças físicas que ela sofrerá do início ao fim da gravidez e do puerpério, minimizando o estresse desse período e orientando sobre o posicionamento adequado no momento do parto, respiração lenta e relaxamento efetivo. Assim como em qualquer outra área, a ação do fisioterapeuta com foco em obstetrícia deve ser pautada em evidências científicas, visando a maximizar o benefício dos recursos terapêuticos escolhidos e minimizar os prejuízos.


Considerando os pilares da bioética pelo modelo principalista e os trechos do texto acima destacados em negrito, na ordem em que aparecem, respectivamente, é CORRETO afirmar:

Das áreas de atuação do fisioterapeuta, destaca-se a especialidade de Fisioterapia na saúde da mulher. Qual das intervenções/ações listadas abaixo, que mantém relação com a área de saúde da mulher, não tem respaldo legal pelo COFFITO?
O Dr. Fulano, fisioterapeuta com inscrição principal ativa no CREFITO-3 (São Paulo), onde mantém seu consultório físico, é contratado por uma plataforma de tecnologia em saúde sediada em Curitiba, devidamente registrada no conselho regional local (jurisdição do CREFITO-8). O objetivo da contratação é que o Dr. Fulano realize atendimentos exclusivamente via teleconsulta para pacientes residentes no estado do Paraná. O Dr. Fulano não possui consultório físico ou qualquer atividade presencial no estado do Paraná, realizando os atendimentos a partir de sua estação de trabalho em São Paulo. Com base na Resolução COFFITO nº 619, de 28 de maio de 2025, especificamente acerca do que dispõe o seu art.6º, é CORRETO afirmar que:
Com base na publicação da Resolução COFFITO nº 610, de 26 de fevereiro de 2025, houve uma alteração indireta, mas extremamente significativa, na aplicação da Resolução COFFITO nº 565/2022 (Atenção Domiciliar). Embora o texto da Resolução COFFITO 565/2022 — que trata da organização da equipe, carga horária e responsabilidades na assistência domiciliar — não tenha sido revogado, a forma como o fisioterapeuta deve registrar e codificar o atendimento mudou obrigatoriamente. Nesse contexto, analise as assertivas abaixo.
I- A Resolução COFFITO 565/2022 estabelece em seu artigo 5º que o fisioterapeuta deve realizar a avaliação e estabelecer o diagnóstico fisioterapêutico. Com a nova Resolução COFFITO 610/2025, esse diagnóstico deverá ser descritivo livre e baseado no CID.
II- No atendimento domiciliar, é obrigatório o uso da CBDF-1. Se o paciente domiciliar tem sequela de Acidente Vascular Cerebral (AVC), por exemplo, o registro deve ser classificado no Bloco A (ex: D02.01 - Deficiência Cinético-funcional Neurocentral Hemiparética).
III- A Resolução COFFITO 610/2025 introduz uma estrutura que deve ser integrada aos prontuários de assistência domiciliar: CBDFS (Saúde), CBDF-D (Deficiência), CBDF-M (Mobilidade) e CBDF-P (Participação Social).
IV- No contexto da Atenção Domiciliar, os eixos CBDF-M e CBDF-P são fundamentais, pois mensuram a capacidade de deslocamento no ambiente doméstico e a interação social do indivíduo.
V- O prontuário na atenção domiciliar deve agora obrigatoriamente conter a estrutura da CBDF-1, na qual o Bloco A identifica o sistema e o Bloco B apresenta os qualificadores de magnitude de 0 a 4.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Às vésperas do carnaval, o Dr. Fulano publica em suas redes sociais: “Cura definitiva da coluna em 2 sessões com meu método secreto”. No post, ele usa o termo “Fulano Terapeuta Holístico”, omitindo sua titulação de fisioterapeuta, e posta um “print” de uma conversa de WhatsApp de um paciente agradecendo, visando apenas à sua autopromoção. Na ida ao trabalho, encontra uma pessoa em crise respiratória aguda, precisando de cuidados urgentes, mas, devido aos compromissos com os pacientes na clínica, evita prestar socorro, alegando estar atrasado. Ao chegar à clínica, começa o atendimento do seu primeiro paciente agendado, tentando, durante a sessão inteira, convencê-lo a votar em seu candidato político de preferência, bem como a frequentar a igreja, mesmo sem interesse algum manifestado da parte do cliente. No meio da sessão, o Dr. Fulano recebe uma ligação pessoal, e, sem qualquer motivo relevante ou garantia de continuidade por outro profissional, retira os equipamentos do paciente e diz: “Acabamos por hoje, tenho um compromisso urgente”, deixando o paciente sem a assistência completa. Antes de sair, o Dr. Fulano chama a recepcionista da clínica e pede que ela aplique uma técnica de mobilização articular e um aparelho de laser no próximo paciente que chegar. Ele ensina rapidamente “como se faz”. Diante da situação apresentada e considerando exclusivamente a literalidade do Artigo 16 da Lei Federal nº 6.316/1975, analise as assertivas abaixo e identifique quais delas constam expressamente como infração disciplinar no referido texto legal.
I- Exercer a profissão quando impedido de fazê-lo, ou facilitar, por qualquer meio, o seu exercício aos não registrados ou aos leigos.
II- Violar sigilo profissional e transgredir preceito do Código de Ética Profissional.
III- Negar assistência ao ser humano em caso de indubitável urgência.
IV- Manter conduta incompatível com o exercício da profissão.
V- Abandonar o paciente em meio ao tratamento, sem a garantia de continuidade de assistência, salvo por motivo relevante.
É CORRETO o que se afirma em: