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A Doença de Parkinson é uma das doenças neurodegenerativas mais prevalentes, ocasionada pela diminuição de dopamina no cérebro, que evolui de forma crônica e progressiva, e é caracterizada pelos quatro sinais motores cardinais: tremores, bradicinesia, rigidez muscular e instabilidade postural, além de outras manifestações clínicas não motoras. Com a progressão da doença, surgem outros sintomas, incluindo disfagia, disartria, gastroparesia e motilidade gastrointestinal prejudicada, fadiga, depressão e comprometimento cognitivo. Atualmente, as alternativas farmacológicas utilizadas para o tratamento da doença podem incluir levodopa, inibidores da monoamina oxidase-B (MAOB) e da catecolO-metiltransferase (ICOMT), anticolinérgicos e agonistas da dopamina. (Fonte: Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Doenças Neurodegenerativas, 2022). Sobre a dietoterapia na Doença de Parkinson e suas interações com a medicação, considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa CORRETA:

I. Uma dieta hipoproteica deve ser recomendada quando se utiliza o fármaco levodopa, pois fármaco e aminoácidos competem pelo mesmo mecanismo de transporte ativo no trato gastrointestinal e na barreira hematoencefálica, de modo que refeições hiperproteicas associadas à ingestão do medicamento favorecem esta interação, ocasionando prejuízos de flutuações motoras ao paciente.
II. A recomendação de jejum de 30 minutos a 1 hora antes da administração da levodopa pode fazer com que haja baixa ingestão alimentar, uma vez que o fármaco é administrado em múltiplas doses ao longo do dia, aumentando o risco de desnutrição e perda de peso.
III. Com o uso da levodopa, recomenda-se o monitoramento dos níveis de homocisteína plasmática e das vitaminas B6, B9 e B12, sendo que folato e B12 podem necessitar de suplementação.
IV. A levodopa pode influenciar a ingestão alimentar causando efeitos adversos como náusea, vômito, dor e desconforto gastrointestinal, diarreia e sensação de sabor amargo. A indução de discinesias também é apontada como um efeito adverso da levodopa e pode aumentar o gasto energético e ainda prejudicar a mastigação, impactando a ingestão alimentar. 
A Doença de Alzheimer e? uma doença degenerativa, caracterizada pela perda progressiva das funções cognitivas devido a danos no tecido cerebral. E? a forma mais comum de demência, representando cerca de 50 a 70% dos casos. Os fatores de risco para desenvolvimento da Doença de Alzheimer são idade e história familiar. (Fonte: Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Doenças Neurodegenerativas, 2022). Considerando o texto acima, avalie as afirmativas abaixo a respeito das consequências da Doença de Alzheimer para a pessoa idosa e assinale a alternativa CORRETA:

I. Na fase inicial da Doença de Alzheimer, o déficit de memória e a desorientação temporal e espacial, bem como os distúrbios da funcionalidade, podem interferir na habilidade de escolher alimentos, preparar e realizar as refeições.
II. Os pacientes cursam com hiporexia, dificuldade de mastigação, intolerância a certas consistências, disfagia e recusa alimentar, pois o paciente deixa de reconhecer o alimento.
III. Além dos fatores de risco não modificáveis, fatores ambientais, como estilo de vida, sedentarismo, maus hábitos alimentares e certas patologias, dentre elas a hipercolesterolemia, diabetes, hipertensão e obesidade, podem influenciar no risco para a doença.
IV. O estresse oxidativo e inflamação estão presentes na fisiopatologia da Doença de Alzheimer, causando alterações estruturais que comprometem o tecido cerebral. Além disso, a deficiência de micronutrientes, uma condição comumente encontrada nos idosos com estado nutricional comprometido, acelera o envelhecimento e a deterioração dos neurônios. 
À medida em que ocorrem alterações fisiológicas no envelhecimento, a compreensão das implicações sobre a nutrição torna-se fundamental. Diante desse contexto, qual das afirmações a seguir reflete CORRETAMENTE, as mudanças na fisiologia nutricional decorrentes do processo de envelhecimento?

I. Em decorrência de uma prevalência crescente de doenças gastrintestinais, que são acompanhadas pela reduzida biodisponibilidade de nutrientes, os idosos podem apresentar maiores riscos de deficiências de vitamina B12, cálcio e ferro, e nesse caso deverão ter sua suplementação necessária.
II. Uma característica comum nas pessoas idosas é o aumento da capacidade de absorção de vitaminas lipossolúveis, contribuindo para uma melhor saúde óssea.
III. Maiores chances de quedas e fraturas podem estar associadas a deficiências na ingestão e absorção de vitamina D e cálcio. No entanto, não há indicação de suplementação desses micronutrientes para pessoas idosas, uma vez que as recomendações das DRI’s são suficientes para manutenção de valores séricos normais.
IV. A suplementação de vitamina D, associada ou não a reposição de cálcio, está indicada para idosos com idade ? 65 anos. Em geral, nessa faixa etária, os idosos apresentam risco aumentado de deficiência de vitamina D (25OH vitamina D < 20 ng/mL), com maior chance de quedas e fraturas.
V. A suplementação de micronutrientes deve ser baseada nas DRI’s, o que requer avaliação do consumo atual e da biodisponibilidade de nutrientes, não devendo ultrapassar a UL (Tolerable Upper Intake Level), que é definida como o mais alto valor de ingestão diária realizada de forma prolongada o que, aparentemente, não oferece risco à saúde. 
O processo natural do envelhecimento está associado à perda gradual e progressiva de massa muscular, força e performance muscular. A boa nutrição, especialmente uma ingestão adequada de proteínas, ajuda a limitar e tratar os declínios funcionais relacionados à perda de massa muscular durante o processo de envelhecimento. (Fonte: Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Envelhecimento, 2019). A partir do texto acima, considere a afirmativa CORRETA a respeito da necessidade de proteína para a pessoa idosa. 

Alguns dados demográficos e antropométricos são fundamentais para fins de vigilância nutricional, pois, com eles, podem?se calcular os índices antropométricos ou nutricionais mais utilizados.


São dados coletados em idosos para essa finalidade, exceto: