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José Murilo de Carvalho, em seu livro A formação das almas: o imaginário da República no Brasil, explica a inflexão positivista de Auguste Comte: “Foi sobretudo a partir do encontro com Clotilde que Comte desenvolveu os elementos utópicos e religiosos de seu pensamento. O sentimento foi colocado em primeiro plano, deslocando a razão, para uma posição subordinada. O positivismo comtiano evoluiu na direção de uma religião da humanidade, com sua teologia, seus rituais. Pretendendo ser uma concepção laica, fundia o religioso com o cívico, ou melhor, o cívico se tornava religioso” (Adaptado).
De acordo com José Murilo de Carvalho, a inflexão positivista comteana influenciou o 
Zygmunt Bauman, em seu livro Para que serve a sociologia?, afirma que na sociologia: “Tem havido – e ainda há – uma constante fetichização da metodologia, uma ênfase na ‘neutralidade de valores’, o desenvolvimento de uma linguagem ‘científica’ especializada e esotérica destinada a confundir os não iniciados, a adoção da parafernália do profissionalismo”.
Segundo Bauman, a ênfase excessiva em métodos e formalismos na sociologia resulta 
Em seu texto Viver e interpretar o mundo social: para que serve o ensino de Sociologia?, Bernard Lahire explica que: “a Sociologia é uma ciência comumente forçada a passar tanto tempo a explicar e a justificar seus procedimentos e sua existência quanto a entregar os resultados de suas análises”.
De acordo com Bernard Lahire, a Sociologia frequentemente precisa justificar seus procedimentos porque 
Bernard Lahire, em seu texto Viver e interpretar o mundo social: para que serve o ensino de Sociologia?, afirma: “Os quadros de realidades sociais que nos descrevem as Ciências Sociais, em geral, e a Sociologia, em particular, têm, primeiramente, como ambição produzir um conhecimento o mais racional e justo possível do estado do mundo social”.
Segundo Bernard Lahire, o conhecimento produzido pela Sociologia busca 

Em Um toque dos clássicos: Marx, Durkheim e Weber, Tânia Quintaneiro, Maria Lígia de O. Barbosa e Márcia Gardênia M. de Oliveira defendem que, para Max Weber: “Enquanto a ciência é um produto da reflexão do cientista, a política o é do homem de vontade e de ação, ou do membro de uma classe que compartilha com outras ideologias e interesses. Segundo Weber, ‘a ciência é hoje uma vocação organizada em disciplinas especiais a serviço do autoesclarecimento e conhecimento de fatos interrelacionados’. Ela não dá resposta à pergunta: a qual dos deuses devemos servir? Essa é uma questão que tem a ver com a ética” (2017. Adaptado).


Segundo as autoras ressaltam no excerto, para Max Weber, a ciência deve