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Maria Carmelita Yazbek (2012), no artigo “Pobreza no Brasil contemporâneo e formas de seu enfrentamento”, problematiza o uso de qualificadores como “pobre” e situações como de risco e vulnerabilidade social para caracterizar certos indivíduos. As análises desta autora estão ancoradas numa perspectiva crítica. Contudo, ao referir-se a outros autores, aponta a existência de perspectivas teóricas distintas, como a positivista (e suas vertentes funcionalista e estruturalista), que percebem tais termos adversamente. Considerando tais possibilidades de análise e compreensão, pode-se dizer que a caracterização do pobre como “inadaptado, marginal, problemático ou portador de alto risco e situações de vulnerabilidades” está mais próxima da perspectiva teórica
A publicação do CFESS (2022) “Assistente Social no combate ao preconceito” apresenta uma importante discussão sobre a vida cotidiana: “A vida cotidiana é necessária à reprodução social dos indivíduos. Não existe vida social sem cotidianidade (...) e, portanto, a cotidianidade não é o espaço da práxis, nem da teorização, mas de práticas fragmentadas e de um modo de pensar que tende a estabelecer uma unidade imediata entre o pensamento e a ação.” (p.9-10)
Em síntese, a dinâmica da vida cotidiana caracteriza-se pelo pragmatismo e por atividades e ações realizadas de forma repetitiva e espontânea.

Essa forma de pensar generalista e imediata corresponde ao que conhecemos por senso comum que, segundo o texto, apresenta as seguintes características:
“Cada enunciado é povoado por ecos de outros enunciados e toda palavra é resposta, mesmo que implícita, a palavras anteriores e antecipação de palavras futuras” (Bakhtin, Estética da Criação Verbal, 1979). Em redes sociais, sobretudo em debates políticos, a ironia converte-se em um dispositivo de resistência cultural.

À luz do pensamento bakhtiniano, assinale a alternativa que melhor representa a função discursiva da ironia nos discursos digitais.
Para Bisco e Sarreta (2019), as expressões da questão social manifestam:
O Serviço Social, enquanto profissão, só pode ser compreendido em seu movimento histórico em permanente relação com a realidade concreta. Essa realidade está marcada pelas contradições do capital, que reproduz estruturas sociais sustentadas pelo racismo, pelo patriarcado e pela desigualdade social. Considerando essa perspectiva crítica, assinale a alternativa que expressa o pensamento decolonial no âmbito do Serviço Social.