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Registros relativos ao tráfico atlântico permitem identificar pessoas provenientes de diferentes regiões africanas, enquanto documentação produzida no Brasil registra associações religiosas, quilombos, irmandades, práticas de trabalho e outras formas de organização desenvolvidas por africanos e seus descendentes.
Categorias utilizadas pelos agentes coloniais nem sempre correspondiam às formas pelas quais essas populações definiam seus próprios pertencimentos, e experiências compartilhadas no contexto da escravização podiam produzir novas identificações.
A análise dessas trajetórias exige considerar tanto referências provenientes das sociedades africanas quanto relações construídas nas diferentes condições encontradas no Brasil.
A respeito da participação dos povos africanos na formação da sociedade brasileira, examine as afirmações seguintes.

I.Categorias atribuídas aos africanos no Brasil podem ser utilizadas como evidências históricas, mas sua interpretação exige distinguir classificações coloniais de identidades assumidas pelos próprios sujeitos.

II.A formação de novas identidades na diáspora demonstra que vínculos provenientes das sociedades africanas perderam relevância quando indivíduos de diferentes origens passaram a compartilhar experiências no Brasil.

III.Práticas culturais afro-brasileiras podem resultar de continuidades, reelaborações e intercâmbios, razão pela qual sua historicidade não se reduz à reprodução de formas existentes anteriormente na África.

IV.A diversidade das sociedades africanas impede identificar experiências comuns entre pessoas escravizadas no Brasil, pois diferenças linguísticas e políticas determinavam formas distintas de inserção social.

V.Quilombos e outras organizações coletivas podem ser analisados como experiências historicamente variadas de resistência, sociabilidade e construção de comunidades.



Está correto o que se afirma em: 

A história da população negra no Brasil é marcada por diferentes formas de resistência, organização social e preservação de suas manifestações culturais e religiosas. Com base nesse contexto, analise as afirmativas a seguir.



I.No contexto educacional brasileiro, o ensino da história e da cultura afro-brasileira tornou-se obrigatório nas etapas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, contribuindo para o combate ao racismo e para a valorização da diversidade cultural.


II.A Frente Negra Brasileira (FNB) foi a primeira organização negra de âmbito nacional no Brasil, atuando na luta contra a discriminação racial e na promoção da integração social e econômica dos afrodescendentes.


III.O padre José Maurício Nunes Garcia, importante compositor brasileiro dos séculos XVIII-XIX, destacou-se no cenário musical de seu período, tendo sua trajetória favorecida pelo prestígio alcançado no meio artístico, o que reduziu significativamente os efeitos das hierarquias raciais presentes na sociedade escravocrata.


IV.A capoeira, originada pelos escravizados africanos no Brasil, combina elementos de arte marcial e dança, sendo reconhecida como uma manifestação de resistência cultural e física.



É CORRETO o que se afirma em:

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A economia açucareira em Alagoas beneficiou-se da ampla malha hidrográfica da região, razão pela qual muitos engenhos de açúcar foram estabelecidos às margens dos rios, o que facilitava o escoamento de mercadorias. 
Com a crise do abastecimento das carnes verdes no início do século XVIII, as oficinas de charques no Aracati, criadas a partir de 1710, juntamente com a produção de couro salgado, foram responsáveis pelo:
A colonização do Brasil organizou-se a partir de um sistema produtivo voltado para o exterior, baseado na exploração de recursos naturais e na utilização intensiva de mão de obra. Essa forma de inserção no circuito econômico internacional condicionou não apenas a estrutura produtiva, mas também a ocupação do território, a distribuição da população e a configuração das atividades econômicas no espaço.

PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1942. Adaptado.

A partir das informações contidas no texto e nos conhecimentos sobre sistemas produtivos, a organização do espaço no Brasil colonial