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Uma mulher de 45 anos, com enfisema pulmonar, relata cansaço excessivo, falta de ar e dificuldade em respirar profundamente. A paciente apresenta redução no volume respiratório e dificuldades durante atividades diárias. Qual a principal abordagem fisioterapêutica indicada para o tratamento deste paciente?
O Sr. Fulano,80 anos, ex-metalúrgico e ex-tabagista pesado, comparece à avaliação fisioterapêutica com relato de dispneia progressiva, atualmente manifestada ao realizar Atividades de Vida Diária básicas (AVDs), como vestir-se e pentear os cabelos. Refere ainda expectoração mucoide espessa, de predomínio matinal. Ao exame físico e funcional do sistema respiratório, o fisioterapeuta encontrou os seguintes achados: Inspeção: Respiração com lábios semicerrados (frenolábial), tempo expiratório prolongado, retração de fúrcula esternal e adoção da postura de tripé para aliviar a dispneia. Palpação: Redução da expansibilidade torácica em bases pulmonares e Frêmito Toraco-Vocal (FTV) globalmente diminuído. Percussão: Hipersonoridade difusa bilateral. Ausculta Pulmonar: Murmúrio vesicular universalmente diminuído, tempo expiratório prolongado e sibilos predominantemente expiratórios distribuídos em ambos os hemitórax. Considerando o diagnóstico de Deficiência Cinético-Funcional Respiratória Obstrutiva Crônica e a correlação fisiopatológica com a semiologia pulmonar, analise as assertivas a seguir.
I- A hipersonoridade à percussão e a redução global do FTV justificam-se pelo aprisionamento de ar e consequente hiperinsuflação pulmonar, o que reduz a densidade do parênquima e dissipa a propagação das vibrações vocais até a parede torácica.
II- A adoção da postura de tripé e o uso da musculatura acessória evidenciam uma desvantagem mecânica do diafragma (decorrente do achatamento pela hiperinsuflação), necessitando de auxílio muscular para otimizar os volumes inspiratórios.
III- Os sibilos expiratórios detectados na ausculta pulmonar são ruídos adventícios contínuos que indicam o preenchimento alveolar por secreção fluida, gerando turbulência durante a fase inspiratória do ciclo respiratório.
IV- A respiração frenolábial (com lábios semicerrados) é uma estratégia disfuncional que deve ser desestimulada pelo fisioterapeuta, pois aumenta a pressão intratorácica e colapsa precocemente as vias aéreas de pequeno calibre.
V- A redução da expansibilidade em bases pulmonares reflete a limitação da excursão diafragmática, uma vez que o músculo já se encontra previamente rebaixado e encurtado devido ao aumento do volume residual.
É CORRETO o que se afirma em:
Paciente de 8 anos, sexo masculino, internado na enfermaria pediátrica com diagnóstico médico de pneumonia em lobo inferior esquerdo, complicada com derrame pleural, em seu 2º dia pós-operatório de inserção de dreno torácico tubular em selo d'água (ativo e oscilante). Ao exame clínico, encontra-se vígil, colaborativo, eupneico em ar ambiente (SPO₂ = 95%), afebril, hemodinamicamente estável e referindo dor leve no local da inserção do dreno durante a inspiração profunda. Após avaliação, o fisioterapeuta traçou a síntese do diagnóstico cinético-funcional em deficiência cinético-funcional respiratória – restritiva, oxigenação normal, sem desconforto respiratório, leve redução do volume de expansão pulmonar (76-95% do previsto), sem redução de força muscular respiratória (≥ 96% do previsto).
Considerando o quadro clínico, o diagnóstico cinético-funcional e as diretrizes de segurança para manejo de drenos pleurais, assinale a alternativa que apresenta a conduta fisioterapêutica mais adequada.
Hipoxemia é um achado comum na maioria das formas de insuficiência respiratória. Embora sinais como cianose, taquicardia e alteração do estado mental forneçam indícios da sua presença. A maioria dos pacientes é inicialmente identificada como estando hipoxêmica pelo achado:
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Doenças pulmonares restritivas caracterizam-se pela redução da capacidade total de ar nos pulmões, dificultando a expansão pulmonar e diminuindo o volume de oxigênio inalado. São todas doenças restritivas, EXCETO:
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