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Crianças com problemas neurológicos, como paralisia cerebral, têm maior suscetibilidade a infecções respiratórias e/ou retenção de secreções. Para otimizar a função respiratória dos pacientes, o fisioterapeuta desempenha funções de manejo precoce, de médio e longo prazos. As técnicas incluem mucolíticos, posicionamento, intervenções manuais no tórax, aspiração nasofaríngea e oral. Sendo assim, a respeito dos principais fatores a serem considerados pelo fisioterapeuta com relação ao manejo desses pacientes, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Crianças com imobilidade prolongada podem ter densidade óssea reduzida, se precisar de terapia manual no tórax, deve-se considerar a relação riscos versus benefícios.
( ) Crianças podem ser totalmente dependentes de outras pessoas para posicionamento, mobilidade na cama e sentar-se em uma cadeira. É particularmente importante que elas sejam reposicionadas com regularidade para facilitar a desobstrução das vias aéreas, otimizar a relação ventilação/perfusão (V/Q) e permitir suporte e desenvolvimento posturais. Uma criança pode não ser colocada em determinada posição devido a dores anteriores ou baixa tolerância. Tentar novamente essas posições pode ser importante para um tratamento eficaz e ajudar a prevenir desenvolvimento torácico assimétrico, escoliose e problemas associados.
( ) Tônus alterado e frouxidão dos tecidos moles nas vias aéreas superiores podem causar obstrução caracterizada por estridor, puxão traqueal e aumento da saturação de oxigênio. As secreções nas vias aéreas superiores também podem soar mais baixas na presença de estridor, porém a fisioterapia respiratória não é indicada. Se uma manobra de impulso da mandíbula aumentar o estridor e diminuir a saturação de oxigênio, isso confirma a obstrução das vias aéreas superiores, o que pode exigir intervenção clínica ou cirúrgica.
( ) Disfagia e fraqueza muscular na face podem causar acúmulo de secreções orais. Frequentemente, elas causam problema clínico sério, mas não precisam ser resolvidas se estiverem causando dificuldade respiratória ou aspiração. O manejo inclui sucção nasofaríngea, medicação anticolinérgica se as secreções estiverem espessas e mucolíticos se as secreções estiverem fluídas e abundantes. O manejo ineficaz da secreção de vias aéreas é um equilíbrio entre anticolinérgicos, mucolíticos e outras opções clínicas ou cirúrgicas potenciais.
( ) Tosse fraca ou sua frequência reduzida podem causar retenção de secreção nas vias aéreas superiores. Auxiliar de tosse, insuflação/exsuflação manual (MIE) ou empilhamento de ar, usando uma bolsa autoinflável podem não provocar tosse, mas aumentam os volumes pulmonares e potencialmente a mobilização de secreção.
I. A pressão hidrostática interfere diretamente na função cardiorrespiratória, conforme o nível de imersão. Com imersão até o nível do processo xifoide, o conteúdo abdominal é contido e empurrado internamente, promovendo aumento do comprimento do músculo diafragma, que compensa a desvantagem mecânica que os pacientes pneumopatas crônicos desenvolvem com a progressão da doença e a hiperinsuflação.
II. Uma vez que não ficará totalmente imerso durante a terapia aquática, o paciente poderá usar oxigênio suplementar, se acaso precisar. A indicação de suplementação de oxigênio deve ser considerada sempre que a saturação periférica de oxigênio estiver com níveis inferiores a 88%.
III. Como benefícios da Fisioterapia aquática no sistema cardiovascular, destacam?se as reduções da pressão arterial, do trabalho cardíaco, do débito urinário, da volemia e da frequência cardíaca, além da neoformação de vasos sistêmicos e miocárdicos e a vasoconstrição de capilares sistêmicos.
Estão corretas as afirmativas