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A gravidade do quadro clínico em decorrência do coronavírus 2019 (COVID-19) é muito heterogênea, podendo os pacientes desenvolverem doença leve, moderada ou grave. A prevalência das sequelas crônicas clinicamente relevantes nesses pacientes, que podem estar presentes meses após a resolução da síndrome aguda grave coronavírus 2 (SARS-CoV-2), tem ganhado importância no cenário da reabilitação pulmonar. Um estudo (Gloeckl R, Leitl D, Jarosch I, et al. Benefits of pulmonary rehabilitation in COVID-19: a prospective observational cohort study. ERJ Open Res 2021; 7: 00108-2021) investigou não só a eficácia e segurança da reabilitação pulmonar para pacientes com sequelas de SARS-COV-2, mas também se a resposta à reabilitação poderia ser diferente a depender da gravidade da doença. Com base nos resultados desse estudo em relação ao desempenho no teste de caminhada de seis minutos (reproduzidos no gráfico abaixo) pode-se concluir que:


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O Sr. Beltrano,68 anos, ex-tabagista (carga tabágica de 50 anos/maço), apresenta-se ao serviço de Fisioterapia com queixa de dispneia aos pequenos esforços, como o ato de banhar-se, acompanhada de tosse produtiva crônica. Durante o exame físico, o fisioterapeuta observou: Inspeção: Uso de musculatura acessória (esternocleidomastoideo), aumento do diâmetro anteroposterior do tórax (tórax em tonel) e cianose de extremidades. Palpação: Expansibilidade torácica diminuída globalmente e Frêmito Toraco-Vocal (FTV) reduzido. Percussão: Hipersonoridade pulmonar bilateral. Ausculta: Murmúrio vesicular reduzido, com presença de roncos dispersos e sibilos expiratórios.
Com base no quadro clínico sugestivo de Deficiência Cinético-Funcional Respiratória Obstrutiva (CBDF D04.02) e na semiologia pulmonar, analise as assertivas a seguir.
I- A Radiografia de Tórax é um recurso complementar que permite identificar sinais de hiperinsuflação, como a retificação das cúpulas diafragmáticas e o aumento do espaço retroesternal, corroborando o achado clínico de tórax em tonel.
II- A Gasometria Arterial é contraindicada em pacientes que apresentam cianose de extremidades e uso de musculatura acessória, devido ao risco de alcalose metabólica compensatória imediata durante a coleta.
III- A Espirometria é o exame padrão-ouro para confirmar e quantificar o distúrbio ventilatório obstrutivo, sendo o diagnóstico funcional definido por uma relação VEF1/CVF acima de 0,90 após o uso de broncodilatador.
IV- A utilização de escalas de dispneia validadas é fundamental para quantificar a percepção subjetiva da dispneia relatada pelo paciente, auxiliando na sistematização da assistência e na prescrição da intensidade do exercício.
V- A Oximetria de Pulso substitui a necessidade de gasometria arterial para a avaliação do equilíbrio acidobásico, pois a saturação de oxigênio fornece dados diretos sobre a pressão parcial de gás carbônico no sangue.
É CORRETO o que se afirma apenas em:

Menor,10 anos, com pneumonia lobo médio direito, apresentando derrame pleural com dreno ativo, em uso de cateter de oxigênio a 2 L/min, clinicamente estável, afebril, normotenso e normocárdico. Após a avaliação do Dr. Fulano, fisioterapeuta, com síntese do diagnóstico cinético funcional, CBDF D04.02.0.4.0.0, Deficiência Cinético-Funcional respiratória de caráter restritivo em hemitórax direito (lobo médio), acompanhada de redução da expansibilidade torácica e necessidade de oxigenoterapia suplementar (baixo fluxo), com manutenção de estabilidade hemodinâmica e ausência de desconforto respiratório agudo no repouso.


Considerando o quadro clínico descrito, é CORRETO afirmar que a conduta fisioterapêutica adequada é:

A síndrome do desconforto respiratório (SDR), também conhecida como doença da membrana hialina (DMH), é considerada uma das causas mais frequentes de insuficiência respiratória e de mortalidade no neonato prematuro. É causada, primariamente, pela deficiência de surfactante ao nascimento e está associada à imaturidade estrutural pulmonar. Além da deficiência na produção do surfactante, a imaturidade estrutural dos músculos respiratórios também influencia no desenvolvimento da insuficiência respiratória. Para o diagnóstico clínico da síndrome do desconforto respiratório, são determinantes o conhecimento da história materna e familiar, das condições do nascimento do neonato e a identificação dos fatores de risco dessa patologia. Diante dessa afirmativa, são manifestações clínicas da síndrome do desconforto respiratório, exceto:
A espirometria é um exame a partir do qual se avalia de forma funcional os fluxos e volumes pulmonares estáticos. Esse exame geralmente representa dados por meio de gráficos que podem ter dois tipos de curva, a de fluxo-volume e a de volume-tempo. A partir da espirometria, é possível identificar alterações da função pulmonar, observando uma disfunção restritiva, obstrutiva, mista ou até mesmo inespecífica. Existem dois tipos de espirometria, a estática e a dinâmica. A espirometria dinâmica por sua vez, abrange volumes, capacidades e a velocidade com que o ar deixa os pulmões, ou seja, o fluxo expiratório. O fisioterapeuta precisa saber o significado de cada parâmetro apresentado na espirometria para poder interpretá-la de forma mais precisa. Diante desse pressuposto a respeito dos volumes pulmonares e das capacidades respiratórias, assinale a alternativa que apresenta a descrição correta da capacidade vital (CV).
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