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Liberalismo, marxismo e conservadorismo são ideologias comumente utilizadas pelos grupos com poder político e pelos governos nas democracias liberais contemporâneas.

A respeito da organização do Estado ou da distribuição de direitos, é correto afirmar que, 

Durante uma aula de Sociologia, o professor apresentou aos estudantes o seguinte trecho:


    “É certo que Keynes não nos legou uma obra acabada e definitiva; ensinou-nos, no entanto, que a operação de uma economia monetária não pode ser compreendida a partir de modelos analíticos ancorados na Lei de Say. Mais importante ainda, incorporou à Economia a grande descoberta filosófica do século XIX, cristalizada na máxima — “O Homem está só” — ou seja, não podemos contar com a “mão invisível” para garantir o suprimento dos bens e serviços e para gerar todos os empregos requeridos por aqueles que desejam trabalhar. Keynes nos ensinou que a ação do Estado, através da política econômica, é um ingrediente básico do bom funcionamento do sistema capitalista. Ou seja, o ativismo do Estado é um complemento indispensável ao funcionamento dos mercados para se obter o máximo nível de emprego possível e, portanto, maximizar o nível de bem-estar da coletividade.”



SILVA, Adroaldo Moura. Apresentação: Keynes e a teoria geral. In: KEYNES, John Maynard. A teoria geral do emprego, do juro e da moeda. São Paulo: Nova Cultural, 1996. p. 20.



O professor explicou a passagem, afirmando que a economia não pode depender exclusivamente do mercado para garantir empregos e o suprimento de bens e serviços, pois, para Keynes (1883-1946), a ação do Estado é essencial para corrigir falhas de mercado e promover o bem-estar da sociedade.


Os estudantes começaram a discutir se o papel do Estado na economia deveria ser ampliado ou reduzido, e quais seriam os impactos dessa escolha no bem-estar social. Alguns estudantes argumentaram que a intervenção estatal é necessária para garantir direitos básicos, enquanto outros defenderam que o livre mercado deve prevalecer, com o mínimo de interferência governamental.



Diante desse debate, o professor percebeu que havia dúvidas sobre o conceito de Estado de Bem-Estar Social e sua relação com a economia keynesiana. Qual seria a estratégia pedagógica adequada para aprofundar a compreensão dos estudantes sobre o tema?

Ao analisar formas de dominação, Max Weber, em seu livro Ensaio de Sociologia, afirma que: “O domínio organizado, que demanda a administração contínua, exige que a conduta humana seja condicionada à obediência para com os senhores que pretendem ser os portadores do poder legítimo. Por outro lado, em virtude da obediência, o domínio organizado exige o controle dos bens materiais que em determinado caso são necessários para o uso da violência física”.
Como Max Weber aponta no excerto, a manutenção do domínio organizado depende da 
Montesquieu, em sua obra O Espírito das Leis, explica o sentido de espírito das leis na seguinte passagem: “Todos os seres têm suas leis; a Divindade possui suas leis, o mundo material possui suas leis, as inteligências superiores ao homem possuem suas leis, os animais possuem suas leis, o homem possui suas leis. [...] Existe, portanto, uma razão primitiva; e as leis são as relações que se encontram entre ela e os diferentes seres, e as relações destes diferentes seres entre si”.
De acordo com Montesquieu, a concepção de leis, em seu sentido mais amplo, refere-se 
Em seu texto Desafios ativistas à democracia deliberativa, Iris Marion Young apresenta a seguinte critica: “Em uma sociedade com desigualdades estruturais antigas e numerosas, alguns discursos são ‘hegemônicos’: a maioria das pessoas na sociedade pensa sobre suas relações sociais em termos da desigualdade, seja qual for sua posição nas desigualdades estruturais. Quando esses sistemas discursivos embasam um processo deliberativo, as pessoas podem chegar a um acordo que é, no entanto, pelo menos em parte, condicionado por relações de poder injustas e que não deve ser considerado um consenso realmente livre” (Adaptado).
Segundo a crítica formulada por Iris Marion Young, no contexto de desigualdades estruturais, o consenso alcançado em processos deliberativos