Filtrar


Questões por página:
As sociedades primitivas são sociedades sem Estado: esse julgamento de fato, em si mesmo correto, na verdade dissimula uma opinião, um juízo de valor, que prejudica então a possibilidade de construir uma antropologia política como ciência rigorosa. O fato que se enuncia é que as sociedades primitivas estão privadas de alguma coisa – o Estado – que lhes é, tal como a qualquer outra sociedade – a nossa, por exemplo – necessária. Essas sociedades são, portanto, incompletas. Não são exatamente verdadeiras sociedades – não são policiadas –, e subsistem na experiência talvez dolorosa de uma falta – falta do Estado – que elas tentariam, sempre em vão, suprir. (CLASTRES, 1979, p. 133-134)
CLASTRES, P. A sociedade contra o Estado: investigações de antropologia política. Porto: Afrontamento, 1979.
Em relação à análise de sobre as “sociedades contra o Estado”, Clastres afirma que
Na acepção em que tomamos o conceito, Revolução Burguesa denota um conjunto de transformações econômicas, tecnológicas, sociais, psicoculturais e políticas que só se realizam quando o desenvolvimento capitalista atinge o clímax de sua evolução industrial. Há, porém, um ponto de partida e um ponto de chegada, e é extremamente difícil localizar-se o momento em que essa revolução alcança um patamar histórico irreversível, de plena maturidade e, ao mesmo tempo, de consolidação do poder burguês [...].
(FERNANDES, 2006, p. 239, grifos do autor) FERNANDES, F. A Revolução Burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica. São Paulo: Globo, 2006.
No contexto de formação dos Estados Nacionais modernos, a Revolução Burguesa no Brasil ocorreu numa organização política singular e com uma temporalidade única que, segundo Florestan Fernandes, se caracteriza como
Assinale a alternativa que reflete, corretamente, a relação entre democracia e inclusão social:
Em seu estudo sobre poder e sociedade, Michel Foucault examina como as instituições exercem controle sobre os indivíduos não apenas por meio de coerção direta, mas também por mecanismos sutis de vigilância e disciplina, que moldam comportamentos e produzem subjetividades. Foucault argumenta que, em vez de um poder centralizado e evidente, o poder moderno é disseminado e se manifesta em práticas cotidianas, como as normas e os procedimentos aplicados em instituições como escolas, prisões, hospitais e fábricas. Com base no pensamento de Foucault, analise a situação hipotética a seguir:

Em uma escola moderna, câmeras de segurança monitoram todos os corredores, e os alunos sabem que estão constantemente sendo observados. Além disso, a instituição adota um sistema de pontuação que premia o comportamento adequado e registra as infrações, afetando a avaliação dos alunos ao longo do ano. Essa prática tem como objetivo incentivar a disciplina e o bom comportamento. Os alunos, cientes das regras e da vigilância constante, passam a regular suas próprias ações para se ajustarem às expectativas da escola, mesmo quando não estão sendo observados diretamente.

Diante do exposto e de acordo com o pensamento de Foucault sobre poder e vigilância, assinale a afirmativa correta.
“Desde o início, o sionismo é um projeto colonial baseado numa forma de supremacismo racial. A pretensa ‘única democracia do Oriente Médio’ nunca foi nada além de um regime policial e de segregação. Mas isso não incomoda a boa consciência do Ocidente, certamente porque o racismo antiárabe, embora inconfessado, está cada vez mais normalizado na América do Norte e na Europa”.

MIGUEL, Luis Felipe. Israel – um Estado terrorista. Instituto Humanitas Unisinos – IHU, São Leopoldo, 2024.

O texto anterior apresenta um diagnóstico assombroso do estado da civilização na relação entre o Norte e o Sul, tal como consolidado hoje na guerra de Israel contra a Palestina e o Líbano.
A democracia, no texto do professor Luis Felipe Miguel, quer dizer