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Uma mesma situação social, como o desemprego ou a dificuldade de acesso a serviços, pode produzir efeitos distintos conforme a posição ocupada pelos sujeitos afetados nas relações de classe, gênero e raça.

Para abordar situações como essa, a perspectiva interseccional 
Sérgio Buarque de Holanda mobilizou a noção de cordialidade na sua interpretação da sociabilidade brasileira.

Com relação ao tema, analise as afirmativas a seguir.

I. Predomínio dos vínculos afetivos e pessoais sobre relações orientadas por normas impessoais.
II. Inclinação à convivência pacífica e harmoniosa, capaz de atenuar conflitos entre grupos sociais distintos.
III. Dificuldade de distinguir os interesses da vida privada das responsabilidades da esfera pública.

É expressão típica da cordialidade, o que se afirma em 
As sociedades humanas apresentam diferentes formas de organização, construídas historicamente a partir das relações estabelecidas entre grupos, instituições e indivíduos. Considerando as formas de organização das sociedades e suas relações de poder, julgue as afirmativas a seguir e marque (V) para VERDADEIRO e (F) para FALSO:

(__) As formas de organização das sociedades são construídas historicamente e apresentam diferentes estruturas políticas, econômicas, sociais e culturais.
(__) As relações de poder envolvem diferentes grupos e instituições, podendo manifestar-se por meio de conflitos, negociações, disputas e mecanismos de participação social.
(__) As relações de poder são estabelecidas exclusivamente pelas instituições políticas, sem participação de grupos sociais, organizações econômicas ou outros atores.
(__) As transformações sociais podem decorrer de conflitos, mudanças econômicas, movimentos sociais e alterações nas estruturas políticas existentes.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Nas últimas décadas, parte da historiografia passou a se interessar de modo mais atento pelas formas pelas quais a violência histórica se inscreve nos corpos e afeta a experiência dos sujeitos em situaçõeslimite. Nesse horizonte interpretativo, o texto “O corpo e o campo de concentração”, de Annette Becker, propõe uma leitura do universo concentracionário que não dissocia a vivência corporal das estruturas políticas e institucionais que organizam o sistema dos campos (BECKER,2008). Ao analisar a experiência concentracionária, Becker evidencia como a organização administrativa, militar e normativa dos campos produziu um tipo específico de experiência histórica, na qual o corpo se torna alvo privilegiado de dispositivos de poder voltados à degradação, ao controle e à destruição progressiva do sujeito (BECKER,2008).
Considerando essa abordagem, assinale a alternativa que melhor expressa a interpretação da autora sobre a relação entre corpo, poder e experiência histórica.
No debate teórico contemporâneo acerca das formas de exercício do poder soberano, as políticas migratórias dos Estados Unidos no século XXI têm sido interpretadas como dispositivos que articulam fronteira, exceção jurídica e gestão diferencial da vida e da morte. Nesse contexto, o conceito de necropolítica, formulado por Achille Mbembe (2011), oferece uma chave analítica para compreender a produção sistemática de vulnerabilidade extrema aplicada a populações migrantes. Considerando essa perspectiva, e dialogando com a crítica de Slavoj Žižek (1996) à ideologia liberal contemporânea e à naturalização da violência estrutural, assinale a alternativa que expressa a interpretação teoricamente mais consistente dessas políticas.