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A proposta antropofágica modernista, formulada por Oswald de Andrade no Manifesto Antropófago (1928), opera como metáfora de deglutição cultural ativa, rompendo com o mimetismo colonizado e abrindo espaço para uma estética identitária complexa. No campo educacional, essa visão subsidia propostas interculturais que confrontam o cânone eurocêntrico. À luz dessas ideias, qual alternativa expressa uma prática pedagógica coerente com o princípio antropofágico como gesto de autoria crítica?
O conceito de patrimônio cultural expandiu-se nas últimas décadas, incorporando dimensões imateriais como práticas sociais, saberes tradicionais e expressões simbólicas. No campo educacional, essa ampliação é atravessada por tensões entre conservação e atualização, entre legitimidade comunitária e regulação institucional. À luz das contribuições de autores como Arantes (2010) e Candido (2000), identifique a alternativa que expressa uma limitação recorrente na abordagem escolar do patrimônio.
O ensino de Arte no Brasil tem sido tensionado por disputas entre perspectivas universalistas e abordagens críticas à colonialidade do saber. Segundo Suely Rolnik (2006) e Catherine Walsh (2013), a estética decolonial exige não apenas a inclusão de novos conteúdos, mas a reconfiguração dos critérios de valor estético e epistemológico. Assinale a alternativa que apresenta uma implicação coerente com uma abordagem decolonial na prática pedagógica em Arte.
Autores como Maxine Greene (2001) e Jacques Rancière (2009) defendem que a arte desempenha papel central na emancipação estética, ao deslocar fronteiras perceptivas e promover rupturas com as normatividades culturais. Tais concepções implicam tensionar os currículos e as práticas educativas centradas na reprodução. À luz desse referencial, assinale a alternativa que expressa uma implicação didática coerente com a função crítica da arte na formação do sujeito.
As práticas artísticas contemporâneas têm oferecido ao ensino da arte uma “plataforma para pensar”, como é dito por Nestor Garcia Canclini. Para Luciana Gruppelli Loponte, trata-se de compreender a arte como um lugar do qual partem inquietações, angústias não nomeadas, perguntas sem resposta e uma atenção constante sobre os movimentos da sociedade que nos cerca. Essa concepção modifica as relações entre as artes visuais e o seu ensino na escola porque: