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A concordância verbal, especialmente em estruturas sintáticas complexas que envolvem sujeitos compostos, orações intercaladas, voz passiva sintética ou o uso de verbos impessoais, representa um dos desafios mais significativos da norma culta. O falante, muitas vezes, realiza a concordância por atração com o termo mais próximo ou pela lógica semântica aparente, ignorando o verdadeiro núcleo do sujeito ou as regras específicas para sujeitos pospostos ao verbo, o que pode gerar desvios gramaticais em contextos formais, como na redação de laudos ou pareceres técnicos.
Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as regras de concordância verbal na norma culta:

I.Em "Faltou, na reunião, os argumentos decisivos", ocorre um desvio da norma culta, pois o sujeito composto posposto ("os argumentos decisivos") exige o verbo no plural ("Faltaram").
II.Na oração "Houveram muitos protestos contra a medida", a concordância está correta, pois o verbo "haver" concorda com o sujeito plural "muitos protestos", indicando sua ocorrência.
III.Na sentença "Basta de reclamações!", o verbo "bastar" está corretamente no singular, pois "reclamações" é objeto indireto regido pela preposição "de", funcionando o verbo como intransitivo.

Está correto o que se afirma em:
A adequação linguística é um conceito central da sociolinguística, determinando que não existe "certo" ou "errado" em absoluto, mas sim usos "adequados" ou "inadequados" a um determinado contexto. A transição da linguagem coloquial (usada em situações informais) para a linguagem culta ou formal (exigida em documentos oficiais, trabalhos acadêmicos e discursos públicos) envolve ajustes não apenas no vocabulário, mas também na sintaxe, como a obediência à colocação pronominal (evitando próclise no início de frases), o uso de verbos impessoais (como 'haver' no lugar de 'ter') e a regência verbal e nominal apropriada.
Acerca da reescrita de frases para adequação aos diferentes níveis de formalidade, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A frase coloquial "Me dá esse livro" deve ser reescrita na norma culta como "Me dê esse livro", pois a próclise, embora evitada em inícios de frase, é aceitável em contextos formais quando o verbo está no imperativo.
(__)A expressão "a gente" (ex: "A gente vai ao cinema") é considerada um registro culto e pode substituir "nós" (ex: "Nós iremos ao cinema") em uma tese de doutorado sem prejuízo da formalidade.
(__)O uso do verbo "ter" no sentido de "existir" (ex: "Tem muitos problemas aqui") é preferível na norma culta ao verbo "haver" (ex: "Há muitos problemas aqui"), pois é considerado mais direto e moderno.
(__)A sentença "O relatório que eu lhe falei não tá pronto" apresenta marcas de oralidade (regência de "falar" e contração "tá"). Na norma culta, uma reescita adequada seria: "O relatório *de que* (ou *sobre o qual*) eu lhe falei não *está* pronto".

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
O debate sobre norma culta e variedades linguísticas é central na formação do professor de Língua Portuguesa, exigindo uma postura que supere o mero prescritivismo (o 'certo' vs 'errado'). A Sociolinguística demonstra que a língua é heterogênea e varia de acordo com fatores sociais, regionais, históricos e de estilo (formalidade/informalidade). O papel da escola não é eliminar a variedade linguística do aluno, mas sim apresentar a norma-padrão (ou culta) como uma modalidade específica, associada ao prestígio social e necessária para contextos formais de comunicação, desenvolvendo no aluno a competência de adequação linguística.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre esse tema:

I.A variação linguística diatópica refere-se às diferenças de fala observadas entre diferentes grupos sociais ou faixas etárias, como o uso de gírias.
II.O conceito de 'adequação linguística' propõe que o falante competente é aquele que sabe transitar entre diferentes registros (formal, informal) e variedades, ajustando sua linguagem ao contexto comunicativo.
III.A norma-padrão deve ser ensinada como a única forma correta e legítima de uso da língua, sendo as demais variedades consideradas formas 'corrompidas' ou 'erradas' do idioma.

Está correto o que se afirma em:
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A concordância verbal, especialmente em estruturas sintáticas complexas que envolvem sujeitos compostos, orações intercaladas, voz passiva sintética ou o uso de verbos impessoais, representa um dos desafios mais significativos da norma culta. O falante, muitas vezes, realiza a concordância por atração com o termo mais próximo ou pela lógica semântica aparente, ignorando o verdadeiro núcleo do sujeito ou as regras específicas para sujeitos pospostos ao verbo, o que pode gerar desvios gramaticais em contextos formais, como na redação de laudos ou pareceres técnicos.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as regras de concordância verbal na norma culta:

I.Em "Faltou, na reunião, os argumentos decisivos", ocorre um desvio da norma culta, pois o sujeito composto posposto ("os argumentos decisivos") exige o verbo no plural ("Faltaram").
II.Na oração "Houveram muitos protestos contra a medida", a concordância está correta, pois o verbo "haver" concorda com o sujeito plural "muitos protestos", indicando sua ocorrência.
III.Na sentença "Basta de reclamações!", o verbo "bastar" está corretamente no singular, pois "reclamações" é objeto indireto regido pela preposição "de", funcionando o verbo como intransitivo.

Está correto o que se afirma em:
A adequação linguística é um conceito central da sociolinguística, determinando que não existe "certo" ou "errado" em absoluto, mas sim usos "adequados" ou "inadequados" a um determinado contexto. A transição da linguagem coloquial (usada em situações informais) para a linguagem culta ou formal (exigida em documentos oficiais, trabalhos acadêmicos e discursos públicos) envolve ajustes não apenas no vocabulário, mas também na sintaxe, como a obediência à colocação pronominal (evitando próclise no início de frases), o uso de verbos impessoais (como 'haver' no lugar de 'ter') e a regência verbal e nominal apropriada.

Acerca da reescrita de frases para adequação aos diferentes níveis de formalidade, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A frase coloquial "Me dá esse livro" deve ser reescrita na norma culta como "Me dê esse livro", pois a próclise, embora evitada em inícios de frase, é aceitável em contextos formais quando o verbo está no imperativo.
(__)A expressão "a gente" (ex: "A gente vai ao cinema") é considerada um registro culto e pode substituir "nós" (ex: "Nós iremos ao cinema") em uma tese de doutorado sem prejuízo da formalidade.
(__)O uso do verbo "ter" no sentido de "existir" (ex: "Tem muitos problemas aqui") é preferível na norma culta ao verbo "haver" (ex: "Há muitos problemas aqui"), pois é considerado mais direto e moderno.
(__)A sentença "O relatório que eu lhe falei não tá pronto" apresenta marcas de oralidade (regência de "falar" e contração "tá"). Na norma culta, uma reescita adequada seria: "O relatório *de que* (ou *sobre o qual*) eu lhe falei não *está* pronto".

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: