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Behring e Boschetti (2007), ao discorrerem sobre o projeto ético-político do Serviço Social e política social, frente aos desafios concretos dos limites dados pela estrutura econômica capitalista, ressaltam que a viabilização estratégica desse projeto passa pela necessária atitude de resgatar e exercitar ao menos três perspectivas compostas por:
Barroco e Terra (2012) apontam que o despreparo teórico das/os profissionais no cotidiano do trabalho pode reproduzir manifestações de preconceito e discriminação, conforme elucidam a partir de depoimentos de assistentes sociais: “O local onde reside – área favelada – propicia o seu envolvimento com pessoas perniciosas à sua formação moral (Batista, 2003, p.109). Interno oriundo de lar ilegalmente constituído, tendo sido autuado por práticas antissociais, ocorridas em consequência de ter-se ligado a más companhias quando ia encontrar-se com o pai no morro de São Carlos (Batista, 2003, p. 110)” (p.75). Esses depoimentos resultam, segundo as autoras, dentre outros fatores,
Brites & Barroco (2022), ao refletirem sobre a ética profissional e demandas institucionais, elencam uma série de demandas conservadoras dirigidas ao trabalho profissional, dentre elas, as que: “pretendem conferir ao exercício profissional a perspectiva do controle sobre os comportamentos e modo de vida das (os) usuárias (os) dos serviços; pretendem subalternizar o trabalho da (o) assistente social a procedimentos e avaliações de outras profissões mais valorizadas socialmente, como no caso do saber médico na área da saúde, ou mesmo a decisões de gestores que contrariam garantias constitucionais¬ ¬ e legislações sociais; não reconhecem e desrespeitam as competências e as atribuições privativas da profissão (...)” (p. 231). Nessa conjuntura, as autoras afirmam que a realização objetiva da ética profissional demanda, necessariamente,

“O projeto privatista vem requisitando ao assistente social, entre outras demandas, a seleção socioeconômica dos usuários, atuação psicossocial por meio de aconselhamento, ação fiscalizatória aos usuários dos planos de saúde, assistencialismo por meio da ideologia do favor e predomínio de práticas individuais. Entretanto, o projeto da reforma sanitária vem apresentando como demandas que o assistente social trabalhe as seguintes questões: democratização do acesso as unidades e aos serviços de saúde; estratégias de aproximação das unidades de saúde com a realidade; trabalho interdisciplinar; ênfase nas abordagens grupais; acesso democrático às informações e estímulo à participação popular.” (CFESS, 2010, p.26).



Diante da semelhança entre o Projeto Ético-Político do Serviço Social e o projeto da Reforma Sanitária, a atuação competente e crítica do/a assistente social na área da saúde consiste em



Qual o papel da orientação e do acompanhamento nos processos socioassistenciais?

O combate ao preconceito é uma prerrogativa no âmbito do exercício profissional, seja porque o Código de Ética Profissional é enfático a esse respeito, seja porque as diretrizes teórico-metodológicas questionam a ideologia dominante que, por sua vez, nega a razão crítica. Contudo, o enfretamento ao preconceito também se faz necessário, pois