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Leia o caso a seguir.



Um paciente, após a remissão do câncer, apresenta dificuldade em planejar o futuro, relata tristeza e incerteza, além de manifestar uma preocupação excessiva com qualquer sintoma físico.



Diante desse cenário, compreendido na Psico-Oncologia como parte do processo de sobrevivência ao câncer, no qual a cura não é necessariamente vivenciada como definitiva, a atuação eficaz do(a) psicólogo(a) e demais componentes da equipe multidisciplinar deve pautar-se por

No cuidado ao paciente oncológico, o(a) psicólogo(a) pode utilizar intervenções que visam identificar pensamentos automáticos disfuncionais, avaliar sua funcionalidade e buscar significados alternativos que promovam uma melhor reação ao adoecimento. No contexto hospitalar, essa intervenção pode favorecer o processo de reestruturação de percepções distorcidas sobre o diagnóstico e os tratamentos (como quimioterapia e radioterapia), transformando pensamentos automáticos disfuncionais em respostas mais adaptativas. Esse conjunto de estratégias, que busca maximizar o potencial de autocuidado e a corresponsabilidade do paciente pelo seu tratamento, é fundamentado nos princípios da
No contexto da comunicação de diagnósticos graves e más notícias em saúde, Kernkraut, Silva e Gibello (2017) discutem um protocolo estruturado que organiza essa prática em etapas sucessivas, tais como: Setting (preparação do cenário e habilidades de escuta), Perception (compreensão da percepção do paciente sobre sua condição), Invitation (convite à troca de informações), Knowledge (explicação dos fatos clínicos), Emotions (acolhimento empático das reações emocionais) e Strategy and Summary (síntese da conversa e definição de estratégias de cuidado). Este protocolo é denominado de
No âmbito da Psicossomática e dos Cuidados Paliativos, a abordagem do paciente oncológico requer uma compreensão que transcende o modelo biomédico tradicional, especialmente no manejo de quadros de dor. Sob essa perspectiva, o conceito de “dor total” envolve a

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A esposa de J.S. tem recebido acompanhamento psicológico no ambulatório de uma unidade hospitalar após a perda do esposo. O paciente J.S., aos 62 anos, apresentava diagnóstico de neoplasia pulmonar avançada, condição caracterizada como uma doença que ameaça a continuidade da vida e que se encontra fora de possibilidades de cura. Durante o tratamento, realizou quimioterapia com finalidade de controle de sintomas e a equipe multiprofissional ofertou intervenções para a melhoria da qualidade de vida por meio do controle da dor e do alívio de sintomas estressantes, integrando aspectos psicossociais ao cuidado. Esse suporte foi oferecido de forma contínua ao paciente e à sua família, estendendo-se ao período do luto.



A abordagem assistencial descrita no caso caracteriza o modelo de cuidado denominado de