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Segundo Simonetti (2004, p.15), a Psicologia Hospitalar corresponde ao “campo de entendimento e tratamento dos aspectos psicológicos em torno do adoecimento”. Ao apontar os aspectos psicológicos da doença como objeto da Psicologia hospitalar, Simonetti (2004) faz uma transposição da questão de possíveis causas psicológicas da doença para a subjetividade presente em toda e qualquer doença. Dessa forma, entende a doença em sua dimensão biopsicossocial, de forma interdependente e inter-relacionada, com toda complexidade que lhe é inerente. A partir desse ponto de vista, toda doença é psicossomática. Essa visão holística “oferece caminhos para uma prática na promoção de saúde mais voltada para o paciente – portanto, menos voltada para o sintoma ou para a doença” (RODRIGUES; FRANÇA,2010, p.115), para “tratar doentes, não doenças” (EKSTERMAN,2010, p.40). Com base nessas informações, marque a alternativa CORRETA.
Apesar de haver um maior número de profissionais na área hospitalar, ainda persiste uma série de dificuldades. A própria inserção da(o) psicóloga(o) na unidade institucional é uma delas. Outra dificuldade ainda é a deficiência do instrumental teórico necessário para atuação nessa área específica desde a formação universitária. Até agora, muitas universidades não têm em sua grade curricular a Psicologia Hospitalar. Com a atualização das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Psicologia, aprovada em 2004, e com a publicação da Resolução do Conselho Nacional de Saúde, nº 597, de 13 de setembro de 2018, acredita-se que gradativamente esse cenário se modificará. Atualmente, muitos hospitais dão preferência a contratar psicólogas(os) que tenham o curso de especialização em Psicologia Hospitalar, inclusive, há hospitais que ministram cursos de aprimoramento ou de especialização, que, além de proporcionar formação teórica, oferecem ao aluno(a) a prática da profissão concomitantemente ao curso. A postura da(o) psicóloga(o) também é importante para a sua inserção no hospital, sendo que ele(a) deve ser um(a) profissional amplo no sentido da palavra. Com base nesse fragmento de texto, marque a opção que NÃO condiz com essa postura e que NÃO se caracteriza como uma atribuição da(o) Psicóloga(o) Hospitalar.
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Sebastiana,62 anos, em internação hospitalar, recebe o diagnóstico de câncer hematológico. Do lar, casada e mãe de dois filhos e uma filha, que é a sua acompanhante na internação. Diante da solicitação da equipe do setor para atendimento de Psicologia, sob a queixa de “acompanhante difícil, com dificuldades de compreensão das orientações da equipe”, o profissional realiza abordagem inicial à filha, enquanto Sebastiana realizava sessão de quimioterapia. No atendimento, a filha manifesta importante sofrimento diante do diagnóstico da mãe, além do cansaço pelo processo de hospitalização e da manutenção dos cuidados do próprio filho pequeno. Descreve a mãe como uma pessoa muito ativa e que exerce função de apoio à família, sobretudo, pelo cuidado com os netos. Queixa-se de dificuldade de compreensão das informações recebidas pela equipe e da imposição de regras como a restrição na dieta alimentar da mãe.
Considerando essas informações iniciais, a respeito da atuação e das contribuições da Psicologia no contexto hospitalar, assinale a alternativa correta.
CASO FICTÍCIO: Uma mulher com 48 anos de idade foi admitida em um hospital público para a realização de exames e, após esta etapa, deve iniciar o planejamento do seu tratamento oncológico. Desde que recebeu o diagnóstico a paciente passou a relatar insônia, choro com frequência, quadros de ansiedade, pensamentos suicidas e tem demonstrado não compreender as orientações médicas. A equipe médica solicitou avaliação psicológica ao profissional da psicologia devido ao sofrimento emocional intenso. Neste caso o mais adequado é:

“A psicoterapia breve, se contraposta à psicanálise, pode ter seguidores fervorosos e críticos exaltados, mas isso é, muitas vezes, fruto de preferências pessoais ou ideológicas e não de fundamentação técnica ou teórica. Nossas preferências pessoais e até mesmo nossas teorias pessoais nos levam a escolher o tipo de trabalho que desenvolvemos, mas também precisamos levar em conta as preferências e necessidades de nossos pacientes: assim como há pessoas que preferem contos e poesias, há pacientes que se satisfazem passando pouco tempo conosco, em psicoterapia.”

(Franchetti, s/d.)

Nesse sentido, é interessante considerar a psicoterapia breve uma modalidade possível de intervenção que exige conhecimento e atenção não apenas do que o sujeito diz, mas de toda a sua forma de interagir. Tendo isso em vista, o psicólogo hospitalar deve estar atento:

I. A como o paciente chega até ao terapeuta, ou seja, se encaminhado por pessoas da família, por um médico ou se veio por iniciativa própria.

II. Ao comportamento na sala de espera, ou seja, se permanece sentado ou em pé; se conversa com outros pacientes; e se observa tudo à sua volta.

III. A atitude ao entrar para a consulta, isto é, se estende ou não a mão; se olha ou não nos olhos do terapeuta; inclusive se escolhe lugar para se sentar.

IV. Ao quão disponível o paciente demonstra-se para marcar a primeira consulta; se ele pede urgência ou quer parar depois de algum tempo; se procura facilitar ou dificultar a marcação dos horários, por exemplo.

Estão corretas as afirmativas