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A publicação do CFP intitulada “Referências técnicas para atuação de psicólogas(os) no atendimento às mulheres em situação de violência” analisa criticamente a trajetória histórica da Psicologia na construção das noções de feminino e normalidade.
Com base nesse trecho apresentado, analise as afirmativas:
I- A Psicologia, em determinados momentos históricos, contribuiu para sustentar ideias de inferioridade feminina por meio da reiteração de diferenças sexuais.
II- O saber psicológico foi utilizado, no Brasil do século XX, para justificar a internação de mulheres consideradas “anormais”.
III- A crítica feminista questionou quem define a normalidade do ser feminino e tensionou teorias psicológicas dominantes.
IV- A Psicologia brasileira manteve-se historicamente afastada dos movimentos sociais, evitando diálogo com suas contribuições.
Estão CORRETAS as afirmativas
I. O psicólogo deve atuar em conjunto com o assistente social para prevenir situações de vulnerabilidade social e risco por meio do desenvolvimento de potencialidades.
II. A função de gestão e atuação na linha de frente deve ser permeada pela escuta qualificada e pela atuação transdisciplinar com equipes multiprofissionais.
III. As visitas domiciliares no CRAS servem como base para a construção dos planos de atendimento individual e familiar, permitindo o conhecimento das condições objetivas de vida.
IV. É dever do psicólogo no CRAS estimular o fortalecimento do protagonismo dos usuários através de atividades de participação e controle social.
V. O trabalho do psicólogo deve focar na adaptação do indivíduo às normas sociais vigentes, utilizando diagnósticos para rotular comportamentos desviantes como “anormais” ou “desajustados”.
Analise as afirmativas abaixo considerando Patto (1990; 2008), Moysés e Collares (1997; 2013) e análises inspiradas em Foucault (1975; 1979).
1. Dificuldades escolares e sociais podem ser patologizadas quando tratadas como transtornos individuais, desconsiderando condições sociais, institucionais e históricas em que se produzem.
2. A medicalização ocorre quando categorias diagnósticas e intervenções biomédicas são utilizadas para responder demandas que poderiam ser compreendidas a partir das relações, do contexto institucional e das condições de vida.
3. Prevenir patologização e medicalização implica leitura crítica das demandas, diálogo com famílias e instituições e atuação articulada com outros setores, evitando respostas simplificadoras e estigmatizantes.
4. A crítica à medicalização pressupõe que o psicólogo deixe de utilizar qualquer forma de diagnóstico psicológico em contextos sociais e educacionais como forma de garantir atuação ética.
5. A prevenção da patologização envolve problematizar expectativas normativas de desempenho e comportamento, frequentemente naturalizadas nas instituições, que podem produzir exclusão e responsabilização individual excessiva.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.