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Para avaliação de comportamentos de risco na adolescência, Câmara (em Alchieri) realizou três análises de regressão logística, uma para cada variável: enfrentamento violento, conduta sexual e consumo de drogas ilegais.

Tabela 2. Variáveis incluídas no modelo final para enfrentamento violento, conduta sexual de risco e consumo de drogas ilegais (estimativas e significância dos coeficientes)


Modelo preditivo final para enfrentamento violento


B

S.E.

Wald

Df

Sig

Exp(B)

Sexo

.-.692

.794

.077

-.099

094

-.121

Dirige carro ou moto

.157

..224

.203

.021

.035

.044

Bem-estar psicológico

.041

.056

8.027

15.352

13.825

8.002

ACS - Criar ilusões

4.052

8.893

7.720

1

1

1

ACS - Ação Social

1

1

1

1

.005

.000

ACS - Autoculpar-se

.000

.005

.034

003

.005

.501

ACS - Buscar diversões relaxantes

2.211

1.080

.906

1.098

.896

1.169


Modelo preditivo para comportamento sexual de risco

Sexo

1.042

.292

12.716

1

.000

.353

Número de parceiros sexuais no ano passado

1.918

254

56.900

1

000

6.806

Experiência com álcool

.537

.224

5.754

1

.016

1.711

Bem-estar psicológico

-.071

.022

10.295

1

.001

.931

ACS - Buscar pertença

-.119

.048

6.226

1

.013

.888


Modelo preditivo final para consumo de drogas ilegais

Número de parceiros sexuais no ano

.535

.758

.621

.103

-.092

.135

Experiência com álcool

.221

.115

.039

.046

15.709

11.729

Experiência com cigarro

29.245

7.187

4.039

1

1

1

ACS - Redução da tensão

1

1

.000

.001

.000

.007

ACS - Buscar apoio espiritual

.044

1.708

2.134

1.861

1.109

.912


De acordo com a interpretação da tabela, no que se refere ao comportamento sexual de risco, Câmara descreve as variáveis que apresentam efeitos significativos. Dentre essas variáveis independentes, a que apresenta um efeito significativamente maior é a variável:

Numa das duas teorias utilizadas por Câmara (em Alchieri), para entender os aspectos intervenientes nos comportamentos de riscos entre jovens, ele aponta que a execução do comportamento, uma vez NÃO estando completamente sob o controle da vontade do sujeito, pode estar influenciada por fatores externos do(da):

Numa das duas teorias utilizadas por Câmara (em Alchieri), para entender os aspectos intervenientes nos comportamentos de riscos entre jovens, ele aponta que as ações ou os comportamentos de um indivíduo NÃO são realizados sem que este possa refletir sobre suas implicações. Trata-se da Teoria:

“Está em curso no Brasil um verdadeiro genocídio. A violência tem se tornado um flagelo para toda a sociedade, difundindo o sofrimento, generalizando o medo e produzindo danos profundos na economia. Entretanto, os efeitos mais graves da nossa barbárie cotidiana não se distribuem aleatoriamente. Como tudo no Brasil, também a vitimização letal se distribui de forma desigual: são sobretudo os jovens pobres e negros, do sexo masculino, entre 15 e 24 anos, que têm pagado com a vida o preço da nossa insensatez coletiva. O problema alcançou um ponto tão grave que já há déficit de jovens do sexo masculino na estrutura demográfica brasileira. (...) Um jovem pobre e negro caminhando pelas ruas de uma grande cidade brasileira é um ser socialmente invisível. Uma das formas mais eficientes de tornar alguém invisível é projetar sobre ele ou ela um estigma, um preconceito. (...) Um dia, um traficante dá a um desses jovens uma arma. Quando um desses meninos nos parar na esquina, apontandonos esta arma, estará provocando em cada um de nós um sentimento – o sentimento do medo, que é negativo, mas é um sentimento. Ao fazê-lo, saltará da sombra em que desaparecera e se tornará visível. A arma será o passaporte para a visibilidade. (...) O jovem pede a carteira; aponta a arma para minha cabeça e pede a carteira. Pede, não. Ordena. Velha fórmula: a bolsa ou a vida. Leva o dinheiro. Com a grana, compra um tênis de marca.”


Soares, L.E. “Juventude e violência no Brasil contemporâneo. Em MAIA, M. S. (org) Por uma ética do cuidado. Garamond, p.323-355. (adaptado).


Do dilema entre se esse fenômeno é matéria para a psicologia ou é caso de polícia, a posição de Soares é a de que:

Sobre atribuição de causalidade, Kelley (em Rodrigues e outros) aponta que um efeito é atribuído à causa com a qual ele “covaria”. Para o autor, três aspectos são importantes na análise de um comportamento. São eles: