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Concurso:
Prefeitura de Guarujá do Sul - SC
Disciplina:
Psicologia
Sobre a Psicopatologia, informe se é verdadeiro (V)
ou falso (F):
(__)O diagnóstico de um transtorno psiquiátrico é quase sempre baseado preponderantemente nos dados clínicos. Dosagens laboratoriais, exames de neuroimagem estrutural (tomografia, ressonância magnética, etc.) e funcional (SPECT, PET, mapeamento por EEG, etc.), testes psicológicos ou neuropsicológicos auxiliam de forma muito importante, principalmente para o diagnóstico diferencial entre um transtorno psiquiátrico primário (esquizofrenia, depressão primária, etc.) e uma doença neurológica (encefalites, tumores, doenças vasculares, etc.) ou sistêmica. É importante ressaltar, entretanto, que os exames complementares (semiotécnica armada) não substituem o essencial do diagnóstico psicopatológico: uma história bem-colhida e um exame psíquico minucioso, ambos interpretados com habilidade.
(__)A avaliação neurológica do paciente com transtorno mental é mais minuciosa à da clientela geral.
(__)As funções psíquica mais afetadas nos transtornos psicoorgânicos são: nível de consciência atenção, orientação, memória, pensamento, psicomotricidade e linguagem.
(__)As vivências psicopatológicas estão situadas em duas perspectivas fundamentais: têm-se, de um lado, os transfundos estáveis das vivências psicopatológicas, espécie de palco, de contexto mais geral, em que emergem os sintomas. De outro, reconhecem-se os sintomas específicos vivenciados, denominados sintomas emergentes.
(__)Considera-se em psicopatologia que, ao lado dos fatores genéticos, gestacionais e perinatais, que precedem o início propriamente dito da vida de relações de um sujeito e carregam consigo a vulnerabilidade constitucional (hereditariedade, constituição) para os distintos transtornos, os fatores predisponentes (predisposing events) são aqueles que ocorrem no início da vida (nos primeiros 3 a 5 anos de vida, sobretudo, e no período escolar). Esses fatores, associados à vulnerabilidade constitucional, sensibilizam o indivíduo para as diversas situações que a vida lhe colocará. Tais fatores predisponentes tornam as pessoas mais ou menos vulneráveis para os fatores precipitantes (precipitating ou life-events), eventos que ocorrem em proximidade temporal ao surgimento propriamente do transtorno mental. Assim, fatores predisponentes podem incluir eventos ocorridos nos primeiros anos de vida, como a morte de um dos pais, abuso sexual, violência ou negligência física ou psíquica, etc. Fatores precipitantes, por sua vez, são geralmente eventos inespecíficos, como separações conjugais, morte de pessoa próxima, desemprego, promoção no trabalho, casamento, perda ou ganho financeiro, etc.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
(__)O diagnóstico de um transtorno psiquiátrico é quase sempre baseado preponderantemente nos dados clínicos. Dosagens laboratoriais, exames de neuroimagem estrutural (tomografia, ressonância magnética, etc.) e funcional (SPECT, PET, mapeamento por EEG, etc.), testes psicológicos ou neuropsicológicos auxiliam de forma muito importante, principalmente para o diagnóstico diferencial entre um transtorno psiquiátrico primário (esquizofrenia, depressão primária, etc.) e uma doença neurológica (encefalites, tumores, doenças vasculares, etc.) ou sistêmica. É importante ressaltar, entretanto, que os exames complementares (semiotécnica armada) não substituem o essencial do diagnóstico psicopatológico: uma história bem-colhida e um exame psíquico minucioso, ambos interpretados com habilidade.
(__)A avaliação neurológica do paciente com transtorno mental é mais minuciosa à da clientela geral.
(__)As funções psíquica mais afetadas nos transtornos psicoorgânicos são: nível de consciência atenção, orientação, memória, pensamento, psicomotricidade e linguagem.
(__)As vivências psicopatológicas estão situadas em duas perspectivas fundamentais: têm-se, de um lado, os transfundos estáveis das vivências psicopatológicas, espécie de palco, de contexto mais geral, em que emergem os sintomas. De outro, reconhecem-se os sintomas específicos vivenciados, denominados sintomas emergentes.
(__)Considera-se em psicopatologia que, ao lado dos fatores genéticos, gestacionais e perinatais, que precedem o início propriamente dito da vida de relações de um sujeito e carregam consigo a vulnerabilidade constitucional (hereditariedade, constituição) para os distintos transtornos, os fatores predisponentes (predisposing events) são aqueles que ocorrem no início da vida (nos primeiros 3 a 5 anos de vida, sobretudo, e no período escolar). Esses fatores, associados à vulnerabilidade constitucional, sensibilizam o indivíduo para as diversas situações que a vida lhe colocará. Tais fatores predisponentes tornam as pessoas mais ou menos vulneráveis para os fatores precipitantes (precipitating ou life-events), eventos que ocorrem em proximidade temporal ao surgimento propriamente do transtorno mental. Assim, fatores predisponentes podem incluir eventos ocorridos nos primeiros anos de vida, como a morte de um dos pais, abuso sexual, violência ou negligência física ou psíquica, etc. Fatores precipitantes, por sua vez, são geralmente eventos inespecíficos, como separações conjugais, morte de pessoa próxima, desemprego, promoção no trabalho, casamento, perda ou ganho financeiro, etc.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Concurso:
Prefeitura de Guarujá do Sul - SC
Disciplina:
Psicologia
Sobre a Avaliação Psicopatológica é CORRETO afirmar que:
Concurso:
Prefeitura de Maravilha - SC
Disciplina:
Psicologia
No livro “Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar”
organizado por Rotta, Riesgo e Ohlweiler, consta que existem diferenças entre as concepções de
transtornos de aprendizagem e dificuldades para a aprendizagem. A respeito destas diferenças,
analise as afirmativas abaixo:
I. A definição de dificuldade para a aprendizagem é utilizada para fazer referência a um conjunto heterogêneo de problemas capazes de alterar as possibilidades de a criança aprender, independentemente de suas condições neurológicas para fazê-lo.
II. A expressão transtornos da aprendizagem deve ser reservada para aquelas dificuldades primárias ou específicas que se devem a alterações significativas do Sistema Nervoso Central (SNC). Portanto, no caso dos transtornos da aprendizagem, a existência de comprometimento neurológico é considerado um critério de definição importante.
III. Para atender uma criança que apresenta dificuldade para a aprendizagem ou transtorno de aprendizagem, se faz necessária a integração de áreas de especialidade (equipe multidisciplinar). Após a identificação dos possíveis fatores que interferem na aprendizagem, é preciso elaborar estratégias de acompanhamento afinadas ao contexto onde a criança está inserida, evitando-se intervenções exclusivamente individuais (como se a criança, em si, fosse um problema a ser resolvido).
IV. São exemplos de Transtornos de Aprendizagem: Dislexia, Discalculia e Disortografia e Dispraxia. São fatores envolvidos nas dificuldades para aprendizagem: fatores relacionados com a escola (por exemplo: condições físicas da sala de aula e condições pedagógicas), fatores relacionados com as vivências familiares da criança/adolescente (por exemplo: experiências conflituosas que geram sofrimento), e fatores relacionados com a criança (por exemplo: problemas físicos gerais, baixa auto estima e insegurança).
Está correto o que se afirma nos itens:
I. A definição de dificuldade para a aprendizagem é utilizada para fazer referência a um conjunto heterogêneo de problemas capazes de alterar as possibilidades de a criança aprender, independentemente de suas condições neurológicas para fazê-lo.
II. A expressão transtornos da aprendizagem deve ser reservada para aquelas dificuldades primárias ou específicas que se devem a alterações significativas do Sistema Nervoso Central (SNC). Portanto, no caso dos transtornos da aprendizagem, a existência de comprometimento neurológico é considerado um critério de definição importante.
III. Para atender uma criança que apresenta dificuldade para a aprendizagem ou transtorno de aprendizagem, se faz necessária a integração de áreas de especialidade (equipe multidisciplinar). Após a identificação dos possíveis fatores que interferem na aprendizagem, é preciso elaborar estratégias de acompanhamento afinadas ao contexto onde a criança está inserida, evitando-se intervenções exclusivamente individuais (como se a criança, em si, fosse um problema a ser resolvido).
IV. São exemplos de Transtornos de Aprendizagem: Dislexia, Discalculia e Disortografia e Dispraxia. São fatores envolvidos nas dificuldades para aprendizagem: fatores relacionados com a escola (por exemplo: condições físicas da sala de aula e condições pedagógicas), fatores relacionados com as vivências familiares da criança/adolescente (por exemplo: experiências conflituosas que geram sofrimento), e fatores relacionados com a criança (por exemplo: problemas físicos gerais, baixa auto estima e insegurança).
Está correto o que se afirma nos itens:
Concurso:
Prefeitura de Maravilha - SC
Disciplina:
Psicologia
Em “Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais” (2019), Paulo Dalgalarrondo divide
as funções psíquicas em duas grandes categorias. Quais são estas categorias e qual é o argumento
utilizado pelo autor para sustentar a necessidades desta divisão?
Concurso:
Prefeitura de Maravilha - SC
Disciplina:
Psicologia
Para responder esta questão, leia a citação a seguir:
“O surto de coronavírus criou desafios únicos para os trabalhadores em todo o mundo. Enquanto a maioria da força de trabalho foi solicitada a trabalhar em casa para ajudar a “achatar a curva", os profissionais de saúde foram solicitados a permanecer na linha de frente, trabalhando longas jornadas para combater essa ameaça mortal, mesmo não dispondo de condições adequadas em termos de estrutura, equipamentos de proteção individual e treinamento [...]. Ao fazer isso, esses profissionais não apenas se arriscam a ficar expostos ao vírus, mas também enfrentam o risco da síndrome de burnout, um transtorno relacionado ao estresse no trabalho no qual os funcionários se sentem emocionalmente “exauridos” e desinteressados [...] De fato, estudos têm mostrado que, ao exacerbar os fatores de estresse já existentes em um sistema de saúde despreparado, bem como ao adicionar estressores novos e exclusivos associados ao cenário de incertezas, a pandemia de coronavírus provocou um pico de Burnout entre os profissionais de saúde primária”
Fonte: MOURA, E.C. FURTADO, L. SOBRAL, F. Epidemia de Burnout durante a Pandemia de Covid-19. 2020. Rev. adm. empres. Vol. 60. n.6. pp-426-436.
A citação versa sobre o aumento de indícios da Síndrome de Burnout entre profissionais da saúde no nível de atenção primária durante a Pandemia de Covid-19. Sobre as definições deste quadro sintomático, analise as afirmativas abaixo:
I. A Síndrome de Burnout, de acordo com o disposto na Portaria Nº 2.309, de 28 de Agosto de 2020, envolve fatores psicossociais relacionados à gestão organizacional, e/ou conteúdo das tarefas do trabalho, e/ou condição do ambiente de trabalho, e/ou interação pessoa-tarefa, e/ou jornada de trabalho. Porém, nesta definição não possuem respaldo as situações de violência e assédio moral/sexual – o que tem sido alvo de críticas.
II. No DSM-V, a Síndrome de Burnout é definida como um conjunto de sinais e sintomas de sofrimento que tem como nicho central o exercício do trabalho e seus condicionantes. Os principais critérios de definição apresentados são: I. Sensação de cansaço intermitente; II. Sentimentos persistentes de negativismo relacionado ao trabalho; III. Desmotivação e IV. Pensamentos obsessivos relacionados ao exercício profissional. III.
O termo Burnout como indicativo de uma condição de exaustão e esgotamento foi citado pelo psicanalista alemão Herbert Freudenberger pela primeira vez na década de 1970. Mas, somente a partir da década de 1980 é que um postulado específico para a Síndrome de Burnout é elaborado; a partir disso, surge o primeiro instrumento voltado à sua mensuração (Maslach Burnout Inventory - MBI).
IV. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu recentemente a Síndrome de Burnout como condição de adoecimento ligada estritamente ao trabalho. Esta classificação consta na 11ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-11) e está em vigor desde o início do ano de 2022.
Está incorreto o que se afirma em:
“O surto de coronavírus criou desafios únicos para os trabalhadores em todo o mundo. Enquanto a maioria da força de trabalho foi solicitada a trabalhar em casa para ajudar a “achatar a curva", os profissionais de saúde foram solicitados a permanecer na linha de frente, trabalhando longas jornadas para combater essa ameaça mortal, mesmo não dispondo de condições adequadas em termos de estrutura, equipamentos de proteção individual e treinamento [...]. Ao fazer isso, esses profissionais não apenas se arriscam a ficar expostos ao vírus, mas também enfrentam o risco da síndrome de burnout, um transtorno relacionado ao estresse no trabalho no qual os funcionários se sentem emocionalmente “exauridos” e desinteressados [...] De fato, estudos têm mostrado que, ao exacerbar os fatores de estresse já existentes em um sistema de saúde despreparado, bem como ao adicionar estressores novos e exclusivos associados ao cenário de incertezas, a pandemia de coronavírus provocou um pico de Burnout entre os profissionais de saúde primária”
Fonte: MOURA, E.C. FURTADO, L. SOBRAL, F. Epidemia de Burnout durante a Pandemia de Covid-19. 2020. Rev. adm. empres. Vol. 60. n.6. pp-426-436.
A citação versa sobre o aumento de indícios da Síndrome de Burnout entre profissionais da saúde no nível de atenção primária durante a Pandemia de Covid-19. Sobre as definições deste quadro sintomático, analise as afirmativas abaixo:
I. A Síndrome de Burnout, de acordo com o disposto na Portaria Nº 2.309, de 28 de Agosto de 2020, envolve fatores psicossociais relacionados à gestão organizacional, e/ou conteúdo das tarefas do trabalho, e/ou condição do ambiente de trabalho, e/ou interação pessoa-tarefa, e/ou jornada de trabalho. Porém, nesta definição não possuem respaldo as situações de violência e assédio moral/sexual – o que tem sido alvo de críticas.
II. No DSM-V, a Síndrome de Burnout é definida como um conjunto de sinais e sintomas de sofrimento que tem como nicho central o exercício do trabalho e seus condicionantes. Os principais critérios de definição apresentados são: I. Sensação de cansaço intermitente; II. Sentimentos persistentes de negativismo relacionado ao trabalho; III. Desmotivação e IV. Pensamentos obsessivos relacionados ao exercício profissional. III.
O termo Burnout como indicativo de uma condição de exaustão e esgotamento foi citado pelo psicanalista alemão Herbert Freudenberger pela primeira vez na década de 1970. Mas, somente a partir da década de 1980 é que um postulado específico para a Síndrome de Burnout é elaborado; a partir disso, surge o primeiro instrumento voltado à sua mensuração (Maslach Burnout Inventory - MBI).
IV. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu recentemente a Síndrome de Burnout como condição de adoecimento ligada estritamente ao trabalho. Esta classificação consta na 11ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-11) e está em vigor desde o início do ano de 2022.
Está incorreto o que se afirma em: