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Paciente idosa, 68 anos, relata que há cerca de um mês não frequenta as atividades da universidade da terceira idade, pois não sente mais vontade de frequentar as classes.

Desde o início do quadro, abandonou atividades que antes lhe davam prazer, como encontros com amigos e idas à academia. Também refere aumento de peso de aproximadamente 8 kg (peso anterior: 62 kg), sensação persistente de fadiga, dificuldade em dormir e, principalmente, dificuldade de memorização de fatos recentes. Familiares confirmam que ela está ficando mais “esquecida”.

Considerando as medicações a seguir, a conduta farmacológica mais apropriada é 
Pacientes com doença de Alzheimer podem apresentar quadros de psicose e agitação, sintomas que frequentemente exigem intervenção medicamentosa. Apesar do uso recorrente de antipsicóticos para controle dessas manifestações, poucos desses fármacos contam com aprovação específica do FDA (Food and Drug Administration) para esse objetivo.

Das opções a seguir, assinale o antipsicótico formalmente aprovado pelo FDA para tratar sintomas psicóticos em indivíduos com Alzheimer.
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O paciente aceitou a sua indicação sobre os exames subsidiários, e tomou providências para realizá-los da forma mais abrangente possível. Alguns exames já ficaram prontos e são apresentados a seguir:



?  A avaliação da funcionalidade, feita por uma terapeuta ocupacional experiente, mostrou preservação total da capacidade de desempenhar atividades básicas da vida diária, mas identificou algumas dificuldades em tarefas instrumentais de maior complexidade, como lembrar-se de todos os itens de uma lista de compras e realizar cálculos mentais para determinar o troco em transações financeiras.


?  A volumetria hipocampal por ressonância magnética mostrou volume hipocampal de 1,82 cm3 à esquerda e 2,16 cm3 a direita, sugerindo redução assimétrica do volume hipocampal.


?  O exame de imagem funcional por 18F-FDG-PET revelou redução da atividade metabólica em região mesial dos lobos temporais, mais acentuada à esquerda, e também nos córtices de associação temporoparietais (pré-cúneo e cíngulo posterior) com predomínio à esquerda. As concentrações do radiofármaco em áreas subcorticais, como estriado e tálamo, bem como nos córtices sensoriomotores e no cerebelo estavam preservadas.


?  A análise de biomarcadores plasmáticos (com base nas concentrações de peptídeos A?42 e A?40, proteína Tau fosforilada e não fosforilada em treonina 217, e do genótipo ApoE) indicou um índice APS (amyloid probability score) de 75, sugerindo alta probabilidade da presença de placas de amiloide em tecidos cerebrais.


?  Exame de imagem molecular por 11C-PIB-PET revelou captação do traçador em áreas corticais, com SUVR (Standardized Uptake Value Ratio) de 2,05 sugerindo acúmulo de amiloide cerebral.


?  Pesquisa de polimorfismos da apolipoproteína E indicou que o paciente é portador do genótipo heterozigoto ?-3/?-4.



Com base nessas informações, assinale a alternativa que melhor reflete (i) a classificação AT(N), onde A se refere à presunção do acúmulo de amiloide cerebral, T se refere à presunção de acúmulo de proteína tau fosforilada e N indica evidência de processo neurodegenerativo; e (ii) como essa informação pode auxiliar no raciocínio clínico, para fins de esclarecimento diagnóstico e tomada de decisões terapêuticas.

Sobre a instrumentalização diagnóstica das demências, assinale a alternativa correta. 
Mulher, 71 anos de idade, cognitivamente preservada e independente, reside só em casa própria, contando com ajuda de uma empregada doméstica que está com ela há vários anos. É diabética e segue rigorosamente o tratamento prescrito pelo geriatra. Tem apresentado hiporexia e perda ponderal recente, o que não despertou alerta porque a paciente tinha objetivo de emagrecer. Em uso de insulina NPH 10 UI 12/12 horas e citalopram 40 mg/dia – iniciado há apenas 15 dias, porque o clínico que a acompanha a achou um pouco “desenergizada” na última consulta. No início da tarde, em uma conversa pelo celular, sua filha notou que estava com a fala desconexa e desorientada; contudo, a empregada disse que ela estava bem ao despertar, tendo realizado normalmente suas atividades matinais (pilates e “Supera”). Diante dessa mudança, a filha solicitou a sua avaliação em caráter de urgência. Em visita domiciliar, sua primeira impressão é de se trata de um quadro de delirium hipoativo, de início recente (poucas horas). Exames laboratoriais realizados na semana anterior mostravam que a taxa de hemoglobina glicada (HbA1c) estava em 6,8 e o exame de urina mostrava a presença de bactérias, embora sem alterações celulares (leucocitúria ou hematúria) nem outras alterações bioquímicas. Considerando o caso descrito, qual alternativa corresponde ao raciocínio clínico correto para a condução do caso?