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Concurso:
HCFMUSP
Disciplina:
Psiquiatria
Adolescente, 17 anos de idade, está concluindo um ano de
tratamento intensivo em Terapia Comportamental Dialética
para Adolescentes (DBT-A) para autolesão não suicida (ANS)
repetitiva, com melhora significativa na regulação emocional e
cessação da ANS nos últimos 4 meses. Ela não preenche
critérios para o diagnóstico de Transtorno de Personalidade
(geral ou específico), mas apresenta traços marcantes de
baixa autoestima, sensibilidade à rejeição e perfeccionismo.
Os pais, aliviados com a melhora, perguntam sobre o
prognóstico a longo prazo e a necessidade de
acompanhamento futuro, expressando a esperança de que
“essa fase difícil tenha passado para sempre”. Com base nos
achados dos principais estudos longitudinais da área, qual
orientação em relação ao prognóstico e ao planejamento
terapêutico seria a mais precisa, ética e clinicamente
informada?
Concurso:
HCFMUSP
Disciplina:
Psiquiatria
Caio, 16 anos de idade, com diagnóstico de esquizofrenia,
mora com a mãe e um irmão de 5 anos de idade, e realiza
acompanhamento por equipe multiprofissional em um CAPS
infantojuvenil (CAPSij) há 5 meses. No entanto, nas últimas
duas semanas, apresentou piora importante do quadro clínico,
com desorganização do comportamento, agitação
psicomotora, agressividade verbal e episódios de agressão
física contra a mãe e o irmão. Durante visita domiciliar, a mãe
relata que Caio abandonou a medicação há mais de um mês.
Inicialmente, a mãe tentou convencê-lo a tomar a medicação,
mas devido piora da agressividade, desistiu. Equipe observa
que o paciente está com higiene precária, emagrecido, com
comportamento persecutório, dizendo que “precisa atacar
antes que o machuquem”. A equipe tentou aproximação, mas
Caio recusou qualquer contato com os profissionais. A mãe,
exausta e preocupada com a integridade do filho menor,
solicita ajuda da equipe. Com base na organização da RAPS
e nas diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental para
adolescentes, nesse caso, a equipe deve
Concurso:
HCFMUSP
Disciplina:
Psiquiatria
Os pais levam Julia (ainda sem nome social), adolescente de
14 anos do sexo biológico feminino e que tem se identificado
com o gênero masculino, ao atendimento psiquiátrico no
CAPS Infanto-Juvenil. Desde criança, Julia tem um
comportamento socialmente tido como mais masculino: seu
esporte preferido é o futebol, sempre teve muito mais amigos
homens, evitava usar roupas rosas ou vestidos e saias, dentre
outros. Os pais permitiam que ela tivesse essas vivências, mas
aos 13 anos ela falou que se entendia como um garoto, o que
eles não aceitaram muito bem e consideraram apenas como
uma fase, não buscando nenhum suporte profissional.
Entretanto, com o decorrer do tempo, além de manter este
discurso, os pais notaram que a adolescente tem estado
cabisbaixa, vem faltando a escola, não frequenta mais os
treinos de futebol por se sentir cansada e se afastou de
amigos. Mais recentemente, ela vem apresentando crises
intensas de raiva e se cortando, o que despertou a urgência
dos pais em buscarem cuidado em saúde mental. Sobre o
acompanhamento em saúde mental de adolescentes trans,
assinale a alternativa correta.
Concurso:
HCFMUSP
Disciplina:
Psiquiatria
Uma adolescente de 16 anos apresenta, ao longo do último
ano, diversos episódios recorrentes de irritabilidade
acentuada, redução da necessidade de sono, aumento de
energia, distratibilidade, fuga de ideias e engajamento em
múltiplos projetos escolares com produtividade reduzida. Os
episódios duram cerca de 4 a 6 dias e se alternam com
períodos de apatia, isolamento social, ideação negativa e
hipersonia. Não há histórico familiar de transtorno bipolar, mas
há antecedente de TDAH na infância. Com base nos critérios
diagnósticos atuais, assinale a alternativa correta.
Concurso:
HCFMUSP
Disciplina:
Psiquiatria
Desde junho de 2018, a Organização Mundial de Saúde
(OMS) deixou de classificar a transexualidade como uma
condição patológica, reconhecendo-a como uma expressão
legítima da diversidade sexual e de gênero. Ainda que a
identidade de gênero seja subjetiva e autoatribuída, a
formulação de um diagnóstico clínico permanece necessária
para, por exemplo, justificar possíveis intervenções médicas.
Com base neste cenário e considerando o DSM-5 (5ª edição
do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) e
a CID-11 (11ª edição da Classificação Internacional de
Doenças), assinale a alternativa correta sobre critérios
diagnósticos relacionados à transexualidade.