Filtrar


Questões por página:
Os pais levam Julia (ainda sem nome social), adolescente de 14 anos do sexo biológico feminino e que tem se identificado com o gênero masculino, ao atendimento psiquiátrico no CAPS Infanto-Juvenil. Desde criança, Julia tem um comportamento socialmente tido como mais masculino: seu esporte preferido é o futebol, sempre teve muito mais amigos homens, evitava usar roupas rosas ou vestidos e saias, dentre outros. Os pais permitiam que ela tivesse essas vivências, mas aos 13 anos ela falou que se entendia como um garoto, o que eles não aceitaram muito bem e consideraram apenas como uma fase, não buscando nenhum suporte profissional. Entretanto, com o decorrer do tempo, além de manter este discurso, os pais notaram que a adolescente tem estado cabisbaixa, vem faltando a escola, não frequenta mais os treinos de futebol por se sentir cansada e se afastou de amigos. Mais recentemente, ela vem apresentando crises intensas de raiva e se cortando, o que despertou a urgência dos pais em buscarem cuidado em saúde mental. Sobre o acompanhamento em saúde mental de adolescentes trans, assinale a alternativa correta. 
Uma adolescente de 16 anos apresenta, ao longo do último ano, diversos episódios recorrentes de irritabilidade acentuada, redução da necessidade de sono, aumento de energia, distratibilidade, fuga de ideias e engajamento em múltiplos projetos escolares com produtividade reduzida. Os episódios duram cerca de 4 a 6 dias e se alternam com períodos de apatia, isolamento social, ideação negativa e hipersonia. Não há histórico familiar de transtorno bipolar, mas há antecedente de TDAH na infância. Com base nos critérios diagnósticos atuais, assinale a alternativa correta. 
Desde junho de 2018, a Organização Mundial de Saúde (OMS) deixou de classificar a transexualidade como uma condição patológica, reconhecendo-a como uma expressão legítima da diversidade sexual e de gênero. Ainda que a identidade de gênero seja subjetiva e autoatribuída, a formulação de um diagnóstico clínico permanece necessária para, por exemplo, justificar possíveis intervenções médicas. Com base neste cenário e considerando o DSM-5 (5ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) e a CID-11 (11ª edição da Classificação Internacional de Doenças), assinale a alternativa correta sobre critérios diagnósticos relacionados à transexualidade. 
Em relação ao tratamento da esquizofrenia na infância e adolescência, assinale a alternativa correta: 
Juliana, 17 anos de idade, está em Terapia Comportamental Dialética para Adolescentes (DBT-A), há 2 meses, para tratar um quadro de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Apesar da boa adesão terapêutica, os sintomas permanecem intensos. Ela relata flutuações de humor rápidas e intensas ao longo do dia, descrevendo-se como “no fundo do poço” em um momento e “paralisada” pela ansiedade horas depois. Esses estados emocionais são frequentemente acompanhados por episódios de raiva que ela sente como incontroláveis, resultando em conflitos interpessoais graves que prejudicam seu convívio social. Além disso, quando se sente mais pressionada, Juliana desenvolve uma desconfiança intensa, chegando a ter pensamentos recorrentes de que está sendo secretamente observada e que seus colegas de trabalho conspiram ativamente contra ela, embora, com esforço, consiga manter um distanciamento crítico dessas ideias. Diante da persistência e da gravidade desses sintomas, seu psiquiatra avalia a introdução de um tratamento farmacológico adjuvante. Considerando o cenário clínico e as evidências atuais sobre a psicofarmacologia no TPB, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais apropriada.