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INSTRUÇÃO: Leia o caso clínico a seguir para responder a esta questão.

Você é interpelado pelos pais de um usuário e resolve fazer uma visita domiciliar, já que ele se recusa a comparecer à unidade de saúde. José Mauro é um rapaz de 19 anos, estudante do último ano do nível médio de uma escola pública de sua cidade. Reside com os pais, com quem parece ter um relacionamento satisfatório, e mais duas irmãs, de 15 e seis anos de idade. Sem histórico de problemas clínicos ou neurológicos significativos no momento ou no passado, é tabagista e faz uso eventual de bebidas alcoólicas. Não há registro de problemas relacionados ao uso de drogas. Seus pais começaram a ficar preocupados com ele, especialmente nos últimos dois meses, quando começou a ter comportamentos estranhos. Às vezes, aparentava estar zangado e teria comentado com um amigo que estava sendo seguido por policiais e agentes secretos; outras vezes, era visto sorrindo sozinho, sem qualquer motivo aparente. Começou a passar cada vez mais tempo sozinho, chegava a se trancar no quarto, parecia distraído com seus próprios pensamentos. Passou também a perder noites de sono e seu rendimento escolar, que sempre havia sido bom, estava se deteriorando. Durante a visita, José Mauro estava um pouco inquieto, parecia assustado, mas aceitou conversar com o profissional de saúde (você) e o agente comunitário, que também participou da visita. Perguntado sobre o que lhe estava ocorrendo, disse que ouvia vozes comentando seus atos ou lhe insultando. Disse também que seus professores pareciam estar conspirando com os policiais para prejudicar sua vida, já que, no desfile de Sete de Setembro, os viu conversando na rua. Não tem conseguido ver televisão ou escutar o rádio porque tem a impressão de que seu nome é divulgado por esses meios de comunicação para toda a população da cidade. Seus pais queriam levá-lo para consultar um psiquiatra, mas ele achou a ideia absurda, já que ele não estava “doido”.
Com base no caso clínico descrito, analise as afirmativas a seguir:

I- No caso de João Mauro, considerando a Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE), os diagnósticos de enfermagem “Confusão mental aguda”, “Delírio atual” e “Insônia atual” estão presentes.
II- As alterações de pensamento presentes em João Mauro demonstram que suas ideias e juízos são falsos, psicologicamente incompreensíveis, impenetráveis, associais e com conteúdo egossintônico.
III- A sonorização do pensamento experimentada como vivência sensorial e a publicação do pensamento como vivência alucinatório-delirante estão presentes como alterações sensoperceptivas.
IV- No caso de João Mauro, as alterações sensoperceptivas presentes são sugestivas de um quadro de esquizofrenia, há convicção marcante de sua realidade e os fenômenos sensoperceptivos incluem nitidez sensorial.

Está CORRETO o que se afirma em:
A Reforma Psiquiátrica Brasileira foi um processo social de mudanças complexas que reorientaram a prática de enfermagem em saúde mental. Nessa perspectiva, atualmente o enfermeiro na saúde mental deve desenvolver a função de agente terapêutico.
(COFEN,2022)

Considerando as informações expostas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I. A Reforma Psiquiátrica foi efetivada no Brasil por meio da Política Nacional de Humanização, que possui como diretrizes a valorização da dimensão subjetiva, o fortalecimento do trabalho interdisciplinar, a construção de redes de assistência, a reorientação do modelo assistencial na saúde mental, a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais.
PORQUE
II. A Enfermagem em Saúde Mental deve considerar os preceitos da Reforma Psiquiátrica. O enfermeiro, sendo o profissional comprometido com o cuidado do ser humano, deve focar sua atuação na relação terapêutica, por meio do relacionamento interpessoal, almejando-se o alívio do sofrimento humano e a reintegração social.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA:
O modelo assistencial em que pacientes com transtornos mentais recebem acompanhamento multiprofissional, participam de atendimentos comunitários, têm projetos terapêuticos individuais envolvendo a família e são encaminhados a diferentes pontos da rede conforme suas necessidades clínicas e sociais baseia-se na premissa de que o(a):
A esquizofrenia é um transtorno mental grave sem sintomas patognomônicos, mas caracterizados por distorções do pensamento e da percepção, por inadequação e embotamento do afeto sem prejuízo da capacidade intelectual. Com relação aos cuidados de enfermagem para pessoas com esquizofrenia, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. O enfermeiro deve acompanhar o tratamento farmacológico que foi implementado, independente do antipsicótico utilizado é necessário observar os efeitos colaterais, dentre eles os principais são: sedação, hipotensão e efeitos colaterais extrapiramidais.
II. Outro efeito que pode ocorrer com o uso de antipsicótico é a acatisia, caracterizado por movimento relacionado ao sistema motor e caracterizado por sensação subjetiva de inquietude interna, irritabilidade ou disforia que podem ser intensas.
III. Na investigação, o enfermeiro deve estar atento aos sintomas de catatonia, sintoma presente em indivíduos que tem a tendência de imitar movimentos e gestos de alguém a quem está observando.
IV. Além de problemas motores associados, podem apresentar dificuldade de fala, como verbigeração, ecolalia e linguagem artificial.
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O comportamento suicida é um fenômeno universal, complexo e multifatorial, as pessoas podem apresentar um ou vários comportamentos suicidas e expressá-los de formas diferentes. Neste contexto, analise os conceitos a seguir e assinale a alternativa correta:


I- Intenção suicida: expectativa subjetiva e o desejo de que um ato autodestrutivo resulte em morte.


II - Pensamentos de morte: não têm como característica ser agente da própria morte, mas ocorrem pensamentos como "A vida não vale a pena", "Tenho vontade de dormir e não acordar mais", "Deus poderia me levar". Indicam em geral desesperança ou outros sintomas depressivos.


III- Plano suicida: pensamento de servir como agente de sua própria morte.

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