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A atuação profissional do assistente social no Brasil está intrinsecamente vinculada à defesa de um projeto ético-político que privilegia a construção de uma ordem societária justa, democrática e emancipada. Essa orientação, consolidada a partir do final da década de 1980, assume como eixo a participação política dos sujeitos coletivos e a interlocução crítica com os movimentos sociais, reconhecendo neles a potência transformadora frente às múltiplas expressões da questão social. A presença ativa do Serviço Social nas lutas sociais implica, portanto, o tensionamento entre a prática institucional e a incidência política, exigindo posicionamentos éticos consistentes, capacidade analítica refinada e engajamento dialético com as contradições do capital. À luz desses fundamentos, assinale a alternativa que expressa de forma adequada essa interlocução:
Sobre diversidade, raça e políticas afirmativas, analisar os itens.

I. A desigualdade de gênero e raça é definida como a assimetria existente no âmbito da sociedade que acentua a distância social entre mulheres negras e os demais segmentos sociais.
II. As ações afirmativas referem-se aos programas e às medidas especiais adotados pelo Estado e pela iniciativa privada para a correção das desigualdades raciais e para a promoção da igualdade de oportunidades.
III. Nos estabelecimentos de Ensino Fundamental e de Ensino Médio, públicos e privados, é obrigatório o estudo da história geral da África e da história da população negra no Brasil.

Está CORRETO o que se afirma: 
Considerando a Lei nº 12.288/2010, Estatuto da Igualdade Racial, assinale a alternativa INCORRETA.
Na definição sobre racismo, Eurico (2018) afirma que “(...) é um fenômeno universal que, no caso do Brasil, incide majoritariamente sobre a população negra e tem como uma das formas mais eficazes de opressão a desqualificação de tudo aquilo que remete a sua herança genética, cultural, religiosa, a suas tradições e valores, quando estes colocam em jogo a supremacia branca” (p. 520). Nessa acepção, a autora reforça que a lógica de hierarquização de grupos étnico-raciais é funcional aos interesses do capitalismo e apreende a questão da branquitude como uma construção sócio-histórica brasileira que identifica o “ser branco” como:
Eurico é autora da Nota Técnica sobre o trabalho de assistentes sociais e a coleta do quesito Raça/Cor/Etnia (BRASIL, 2022). Ressalta, no processo metodológico da coleta, que: ”Ao indagar uma pessoa sobre o seu perfil étnico-racial, à luz dos critérios do IBGE, nos deparamos com cinco alternativas: branca, preta, parda, amarela ou indígena. O primeiro passo é naturalizar a pergunta, assim como ocorre com outros dados pessoais. É preciso estar convicta/o de que a coleta desta informação é parte fundamental do processo de identificação das pessoas com as quais nos deparamos, enquanto assistentes sociais (...)” (p.51). A autora, portanto, destaca que a coleta do quesito raça/cor/etnia oportuniza