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O texto que compõe a coletânea do CFESS (2022) “A importância ética do trabalho de assistentes sociais nas diferentes políticas públicas para a garantia do direito à vida das mulheres e para a materialização do direito ao aborto legal” (BRASIL, 2022), no que se refere à prática do aborto legal, explicita as condições em que o mesmo pode ser realizado. A esse respeito, é correto afirmar: 
Marcia Eurico, no texto de publicação do CFESS “Notas técnicas sobre o trabalho do assistente social e a coleta do quesito raça/cor/etnia” (2022), afirma que é preciso estar convicto da importância da coleta da informação do quesito raça, cor e etnia no processo de identificação das pessoas durante o atendimento social, pois há uma intencionalidade na coleta e uma dimensão política, qual seja: 

“A forma como denominamos a experiência do sofrimento e/ou adoecimento psíquico corrobora com a propagação do preconceito que atravessa as/os usuárias/os atendidas/os nos diferentes serviços de saúde mental. Dessa forma, é essencial compreendermos que o processo de sofrimento e adoecimento psicossocial pode ocorrer com qualquer pessoa, além de não ser uma questão meramente individual, e, sim, coletiva. (...) Ao apreendermos que cada pessoa responde à realidade social de maneira distinta, sentindo dores, sofrimento, angústia, é necessário reconhecer que algumas precisam de maior suporte em saúde mental, para lidarem com a complexidade do existir e sofrer.” (BRASIL, 2022, p.11-12).


O trecho apresentado destaca a importância da compreensão do sofrimento psíquico como uma construção social e coletiva. De acordo com o texto, a que se deve atentar ao escolher uma abordagem e intervenção em saúde mental? 

O debate sobre a saúde da população LGBT ganhou relevância mundialmente a partir das décadas de 1980 e 1990, impulsionadas com o fenômeno da AIDS. No Brasil o avanço das políticas públicas de saúde voltadas para essa população teve como marco a Constituição de 1988, ainda que marcado por conquistas e retrocessos. Oliveira (2018) destaca que o Serviço Social iniciou a discussão sobre saúde e direitos da população LGBT e diversidade sexual no início da década de 2000, com enfrentamento à homofobia, pautada nos eventos nacionais da categoria e, posteriormente vieram os grupos de estudos. Os fatores que justificam o porquê da morosidade da categoria introduzir essa discussão no âmbito acadêmico e profissional são: 
“… à pureza sexual imposta a mulher branca contrapõe-se a hipersexualização dos corpos das mulheres negras. À maternidade vigiada das mulheres brancas contrapõe-se a negação da maternidade das mulheres negras” (ALVES, 2018,p. 279). Nesta citação a autora está discutindo gênero e raça. A concepção de poder que exerce o controle social sobre esses corpos nas sociedades capitalistas é: