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Raichelis (2010), destaca que o trabalho do assistente social requer a inserção e compreensão no movimento histórico da sociedade brasileira e mundial, de modo a considerar os processos sociopolíticos que situa sua intervenção profissional. Nesse caso, é necessário que o Assistente Social apresente como competência: 
Considere a seguinte situação.

Um indivíduo afastado das atividades por motivo de adoecimento relacionado ao trabalho busca atendimento após repetidas dificuldades para a obtenção de um benefício previdenciário. Durante o acompanhamento, o assistente social examina a documentação do caso e orienta o usuário sobre os procedimentos necessários. Além disso, busca compreender como a trajetória e as condições laborais do usuário se relacionam com a situação que tem vivido.

Essa atuação é coerente com o papel do assistente social no contexto laboral porque
De acordo com uma das principais teses defendidas por Marilda Villela Iamamoto, o Serviço Social, enquanto profissão, insere-se na divisão social e técnica do trabalho, em um contexto contemporâneo marcado por interesses sociais contraditórios e antagônicos. Para a autora em questão, a competência profissional dos assistentes sociais não se resume ao cumprimento eficiente de normas e procedimentos institucionais, pois envolve a capacidade que esses profissionais têm de analisar a realidade social e de criar estratégias de trabalho/intervenção sem perder de vista o compromisso com a defesa e ampliação dos direitos humanos e sociais. Atento a tais argumentos, considere a seguinte situação: em um determinado município, a gestão e coordenação geral da política de assistência social passaram a exigir que os assistentes sociais cumprissem rigorosamente a sua carga horária de trabalho, priorizando o alcance de metas quantitativas e considerando apenas os atendimentos aos usuários. Consequentemente, as atividades ligadas à qualificação profissional, aos estudos e pesquisas relacionadas às situações e condições de vida dos atendidos seriam enfraquecidas, quando não inviabilizadas. O argumento principal é que essas iniciativas não produzem resultados imediatos e quantificáveis para os relatórios de gestão. Contrapondo os argumentos da Marilda Villela Iamamoto com essa situação apresentada, atribua V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:
() A orientação institucional descrita reforça a concepção tradicional relacionada à competência burocrática que é criticada pela autora, segundo a qual, quando se prioriza a execução de procedimentos, descontextualizadas de análises mais amplas, se reduz o trabalho profissional à execução de tarefas administrativas e/ou rotineiras. ( ) O trabalho dos assistentes sociais é orientado por várias dimensões e valores e, nesse sentido, a competência profissional defendida no texto valoriza a capacidade de os profissionais compreenderem criticamente a realidade social para construírem estratégias e respostas articuladas à defesa dos direitos dos usuários. ( ) O Projeto Ético-Político do Serviço Social não se opõe ao cumprimento acrítico de rotinas e/ou de metas administrativas, ao contrário, até sinaliza a sua importância; contudo, a única preocupação nele disposta é que os benefícios não deixem de ser viabilizados para a população. ( ) A efetividade do trabalho dos assistentes sociais demanda considerar as múltiplas expressões da “questão social”, para que a atuação profissional não se restrinja às questões técnicas, desvinculadas das análises da realidade. ( ) O trabalho dos assistentes sociais precisa ser direcionado conforme as limitações dos espaços sócioocupacionais e a autonomia relativa desses profissionais; não cabendo ao assistente social, portanto, incentivar a organização coletiva ou a participação social dos usuários, mesmo na defesa dos seus próprios direitos sociais.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo.
Segundo Iamamoto (2009), emergem, na atualidade, inéditas requisições, demandas, competências e atribuições para o assistente social, em razão dos novos contornos do mercado profissional de trabalho e da diversificação dos espaços ocupacionais. Para a autora, o processo de autonomia do assistente social encontra-se sujeito a um conjunto de determinantes externos, cujos limites e possibilidades resultam em:
Em seu livro "Escola pública e serviço social: reflexões e apreensões sobre o trabalho profissional", Helfreich discute o trabalho do assistente social nas escolas diante da ofensiva neoliberal. No referido livro, a autora discute como tais ideias influenciam a concepção de escola e o seu funcionamento. Para a autora, a influência do ideário neoliberal nas políticas educacionais envolve valores, métodos e princípios difundidos que assemelham a escola a empresas capitalistas. Um desses princípios, que denota a aplicação de critérios de avaliação, objetivando tornar a empresa mais flexível, dinâmica e eficiente, e vem se instalando nas políticas educacionais, é chamado de: