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No processo de “reestruturação neoliberal do Estado”, apresentado por Raichelis (Brasil, 2020), dissemina-se uma dada ideologia que “esvazia conteúdos reflexivos e criativos do trabalho, enquadra processos e dinâmicas às metas de qualidade e de produtividade a serem alcançadas, reduz as margens de autonomia profissional e enfraquece a organização política e sindical dos/as trabalhadores/as do Estado. (...) ganha espaço como estruturador das relações de trabalho entre empregadores/as e trabalhadores/as, reproduzindo-se nas políticas estatais as tendências de empresariamento do trabalho, fazendo prevalecer a razão instrumental em detrimento da razão crítica” (p.31/2). No texto sobre as “atribuições e competências profissionais à luz da ‘nova’ morfologia do trabalho”, a autora identifica essa ideologia como:  
O tema residência multiprofissional em saúde e o Serviço Social foi abordado por CASTRO (2021), sob o olhar crítico das vertentes trabalho e formação. A proposição defendida pela autora referente ao lugar do/a residente nos serviços de saúde é:
Em conformidade com o Código de Ética dos Assistentes Sociais, o Serviço Social é uma profissão que tem inúmeros fatores de contribuição com diversas experiências de geração de trabalho e renda (GOERCK, 2006). A Prof. Dra. Caroline Goerck, no artigo “Serviço Social e experiências de Economia Popular Solidária: um novo espaço de trabalho aos assistentes sociais”, publicado em novembro de 2006 na Revista Virtual Textos e Contextos, aponta que o assistente social, além de poder promover reflexões acerca do cooperativismo, pode:

I. Contribuir para o fortalecimento destes empreendimentos e de autonomia dos trabalhadores nas atividades que realizam;
II. Promover articulações com as políticas sociais públicas visando à cidadania destes sujeitos;
III. Proporcionar esclarecimento aos trabalhadores sobre a importância das igualdades nas relações com as atividades que desenvolvem;
IV. Incentivar a participação dos sujeitos nas cooperativas e/ou associações, objetivando a autogestão dos empreendimentos coletivos.


Estão CORRETAS: 
Existe uma distinção entre a compreensão tradicional do “fazer profissional” do Serviço Social como “prática” e do seu entendimento como “processo de trabalho”. Ao proceder apenas uma mudança terminológica de “prática profissional” para “processo de trabalho do assistente social”, sem uma compreensão teórico-conceitual, reitera-se o viés liberal de pensar a prática como atividade do indivíduo isolado.
Nessa lógica de classificação dos elementos do trabalho como um “modelo universal”, a tendência é pensar o fazer profissional do assistente social no seu circuito interno, ou seja, o “seu” processo de trabalho é deslocado das bases sociais de sua realização e tratado ao nível
De acordo com Costa (2009), as particularidades da atuação profissional da(o) assistente social remetem à discussão no âmbito da natureza e das formas de inserção da profissão no interior das práticas desenvolvidas nas organizações de saúde, outrossim, constitui-se enquanto um trabalho que está sujeito às regras mais gerais que qualificam o trabalho assalariado na sociedade capitalista. Com base nisso, assinale a alternativa correta.