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Considere o texto a seguir.
É uma noção muito utilizada no Brasil, mas não tem sentido em outras realidades, como nos afluentes subúrbios norte-americanos, por exemplo. Ela é frequentemente confundida com a noção de exclusão ou aparece como sinônimo de pobreza. [...] Como o Estado não investe suficientemente em habitações sociais (nem nas infraestruturas e equipamentos urbanos) e como a população pobre em boa parte não consegue participar desses programas devido à irregularidade de seus vencimentos, ela vai habitar nos espaços onde são permitidos usos que nas áreas centrais são proibidos, pois dependem de licenças municipais.
VASCONCELOS, Pedro de Almeida; CORRÊA, Roberto Lobato; PINTAUDI, Silvana Maria. A cidade contemporânea: segregação espacial. São Paulo: Contexto,2013. p.31. Adaptado.
Com base no texto e nos processos socioespaciais urbanos, o autor descreve o processo de
I. A urbanização brasileira após 1950 tem uma urbanização denominada aglomerada, com o aumento dos núcleos com mais de 20 mil habitantes, seguida por uma urbanização concentrada, com a aumento das cidades intermediárias, para posteriormente, tornarem-se metrópoles com o aumento das cidades milionárias.
II. Após 1980 em paralelo ao fenômeno de metropolização cresce no Brasil o fenômeno de desmetropolização, que caracteriza pela redução de crescimento das metrópoles em detrimento do crescimento de cidades menores, sobretudo as cidades médias.
III. Apesar do acelerado crescimento urbano no Brasil a partir de 1950, o crescimento urbano não ocorre igualmente entre as regiões brasileiras. Dentre elas, destaca-se a região sudeste como a mais urbanizada, com a concentração do maior número de metrópoles.
IV. A modernização no campo atua como um inibidor de crescimento urbano nas cidades brasileiras, pois os avanços tecnológicos viabilizaram a permanência da população rural nas últimas décadas, sobretudo nas áreas de desenvolvimento do agronegócio.
V. O desenvolvimento da urbanização brasileira assemelha-se à dos países desenvolvidos, uma vez que ocorreu de maneira lenta e gradativa, com cidades planejadas que apresentam poucos problemas de infraestrutura urbana.
O processo de urbanização verificado no Brasil após a década de 1950 é caracterizado por Santos e Silveira (2001) como uma urbanização aglomerada e concentrada. A primeira refere-se ao aumento dos núcleos com mais de 20 mil habitantes e a segunda ao aumento das cidades intermediárias, para, em um outro estágio, tornarem-se metrópoles. Na urbanização mais recente, as cidades médias passam a se destacar na dinâmica urbana brasileira.
Fonte: SANTOS, Milton; SILVEIRA, Maria Laura. O Brasil: território e
sociedade no início do século XXI.2001.
A respeito das cidades médias brasileira, marque V para Verdadeiro ou F para Falso e em seguida marque a alternativa que traz a sequência do correto julgamento:
( ) Na rede urbana, a cidade média se articula com a dinâmica local e global, exercendo a função de intermediação. Assim, configura-se como um local que adquire uma organização de modo transitório, devendo ser modificado segundo os requerimentos da dinâmica econômica global e dos interesses locais que respondem a ela.
( ) Dentre os fatores de crescimento das cidades médias no Brasil, no final do século XX, destacam-se o processo de desconcentração industrial e o da expansão da fronteira agrícola.
( ) No contexto atual, as cidades médias brasileiras se materializam como centros de serviços dos atores hegemônicos da economia global, exercendo influência em âmbito local e global.
( ) O novo papel vinculado às cidades médias brasileiras é o de extensão de atividades do meio rural, motivado pelo desenvolvimento do meio-técnico-informacional.
Segundo Henri Lefebvre no livro O direito à cidade (1991), o autor utiliza a noção de implosão‑explosão para explicar dinâmicas contraditórias da urbanização: a implosão refere‑se à intensificação da concentração de pessoas, capitais e funções urbanas nas áreas centrais, transformando‑as em espaços privilegiados de acumulação e decisão; a explosão, por sua vez, designa o processo de expansão do tecido urbano para áreas periféricas e distantes, incorporando novos territórios à lógica da urbanização, muitas vezes sem infraestrutura.