Fabiana, psicopedagoga há 5 anos, atua em uma escola pública cujo número de matrículas de crianças com deficiência ultrapassa 20% do total de matrículas, sendo quase 80% destas crianças com autismo. Em 2025, Fabiana conheceu um texto da professora Ester Orrú (2016) no qual a autora defende o conceito de “inclusão menor”. Este refere-se a uma prática pedagógica que vai além das normativas institucionais e dos protocolos formais de inclusão. Trata-se de investir em uma micropolítica cotidiana, na qual os gestos, os afetos e as relações de proximidade entre professoras, estudantes e famílias se tornam o eixo central para a construção de pertencimento e para o enfrentamento das barreiras impostas às crianças no cotidiano escolar, pois a inclusão real se dá nas margens, nos encontros singulares e nas relações concretas, onde a diferença se afirma como potência e não como déficit.
Fonte: ORRÚ, Sílvia Ester. A inclusão menor: um ensaio inspirado na Obra “Kafka”, de Deleuze e Guattari. Educação em Foco, v.19, n.28, p.47-73,2016 (adaptado).

Com base neste contexto, analise as afirmativas a seguir sobre a atuação psicopedagógica fundamentada no conceito de “inclusão menor”:
I- Práticas de formação continuada devem promover a escuta sensível e inventiva, capaz de acolher os modos de ser e de aprender.
II- Sem o laudo médico não há como desenvolver ações inclusivas junto às crianças com suspeita de autismo.
III- O planejamento intencional das interações, o acolhimento das manifestações emocionais e comunicativas não convencionais possibilitam espaços de diálogo entre escola e famílias.
IV- Fabiana, por ser a única que leu o texto sobre “inclusão menor” deve ser a responsável por planejar e conduzir professoras e professores nas práticas de ensino voltadas aos estudantes com deficiência.

É CORRETO o que se afirma apenas em: