Texto 15A2-II
A influenciadora Fabiana Sobrinho compartilhou recentemente um vídeo em sua rede social, no qual expôs conversas com sua filha de 12 anos a respeito do trabalho formal regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). No vídeo, Fabiana pede para a menina repetir por que ela tem medo de “ser CLT” quando começar a trabalhar. “Andar de ônibus todo dia. Muita gente, chefe, pessoas mandando”, responde ela. Segundo a influenciadora, alguns jovens acham que “ser CLT” é ser pobre. O caso não é isolado. Nas redes sociais, há outros relatos de pessoas que já se depararam com crianças usando a sigla CLT para ofender. Segundo Fabiana Sobrinho, “vocês não têm noção da quantidade de crianças demonizando ser CLT. Vários alunos meus,6.º,7.º ano, demonizando ser CLT. Aí eu pergunto o que é CLT, eles dizem apenas que é trabalhar e receber pouco”.
Em janeiro, o UOL publicou reportagem sobre os coaches mirins — crianças que aparecem nas redes sociais desdenhando da escola e ensinando supostos atalhos para enriquecer. “Para ser pobre, estude, faça uma boa faculdade e encontre um bom emprego. Agora, para ser rico, faça totalmente ao contrário”, dizia uma das crianças. Segundo especialistas, a ideia de prosperidade e qualidade de vida que é passada aos mais jovens está distorcida, já que reforça uma constante comparação social a partir de uma visão centrada no consumismo, meritocracia e plutocracia (poder do dinheiro).
C. Corsini. Crianças demonizam CLT: carteira assinada vira ofensa entre os jovens.
Internet: www.economia.uol.com.br (com adaptações).
Considerando o texto 15A2-II, assinale a opção em que é apresentado um princípio metodológico do ensino de sociologia, especialmente no que se refere ao uso de recursos didáticos, à análise crítica de fenômenos sociais e ao emprego de categorias conceituais na mediação pedagógica.