O debate sobre o melhor modelo educacional para surdos no Brasil é intenso. De um lado, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEEPEI/2008) defende a matrícula de todos os alunos, inclusive surdos, na escola regular, recebendo o AEE no contraturno. De outro, o movimento surdo e a legislação mais recente (como a Lei nº 14.191/2021) defendem a modalidade de educação bilíngue (Libras L1/Português L2) em escolas ou classes bilíngues, argumentando que a mera presença do intérprete na sala regular não garante acesso linguístico e cultural.
Assim, analise as afirmativas a seguir sobre essa tensão socioantropológica e educacional:

I.A perspectiva socioantropológica defende que a inclusão do aluno surdo na escola regular, apenas com intérprete, pode levar ao isolamento linguístico e à negação de sua identidade, pois ele fica privado da interação com pares fluentes em Libras.

II.A PNEEPEI/2008 considera a escola regular inclusiva como o modelo preferencial, vendo a escola especial ou bilíngue como um retrocesso ao modelo de segregação.

III.A Lei nº 14.191/2021 (modalidade bilíngue) revogou a PNEEPEI/2008, proibindo a matrícula de alunos surdos em escolas regulares inclusivas.


Está correto o que se afirma em: