A Didática, no contexto da inclusão, exige uma revisão profunda das práticas avaliativas. O modelo tradicional de avaliação, focado na classificação e na seleção através de provas e notas padronizadas, frequentemente se torna uma barreira para alunos com deficiência intelectual. A educação inclusiva demanda uma avaliação de natureza diagnóstica e formativa, que sirva como instrumento para o professor compreender o processo de aprendizagem do aluno, identificar suas potencialidades e necessidades de suporte, e, principalmente, replanejar a prática pedagógica. A avaliação deixa de ser um fim em si mesma e passa a ser um meio para garantir a aprendizagem.

Acerca dos princípios da avaliação na perspectiva inclusiva, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) O princípio da inclusão determina que, para garantir a isonomia, o aluno com deficiência intelectual deve ser avaliado exatamente com os mesmos instrumentos, tempos e critérios que os demais colegas, sendo vedada qualquer adaptação avaliativa.
(__) A avaliação na educação especial deve ser exclusivamente somativa e classificatória, atribuindo notas de 0 a 10 para o desempenho do aluno no AEE, que comporão a média final do boletim escolar.
(__) O laudo médico que atesta a deficiência intelectual serve como o principal instrumento de avaliação pedagógica, devendo o professor apenas transcrever o QI e o CID para o relatório final do aluno.
(__) A avaliação formativa, na educação inclusiva, utiliza múltiplos instrumentos (como portfólios, observações e autoavaliação) para acompanhar o processo de aprendizagem do aluno, permitindo o redirecionamento do ensino com base nas dificuldades e avanços identificados.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: