Leia o texto a seguir para responder à questão.
Não adianta. Eu sou da Anápolis de ontem. Não adianta,
eu sou mesmo de ontem, do tempo de andar descalço,
sem medo e em plena liberdade, dos banhos no poço do
Cristóvão ou na piscina do Fanstone, do tempo de brincar de pique, de finca, de pião, das caçadas de estilingue, de catar gabiroba, de apanhar caju, de correr pela
enxurrada, de tomar chuva sem gripar. Não, não adianta
não, esta cidade não é mais minha, pois a minha cidade
tinha o sabor do campo, da gabiroba, do caju, da manga, da jabuticaba, das cozinhas farturentas, das festas
de Bom Jesus, do circo Bacioki, do Pirulito, do foguetório do Rogério, onde tudo era folguedo, mas a vida era
levada a sério.
FERREIRA SOBRINHO, Olimpio. Personalidades. Anápolis, 2004, p. 91.
Apud: GARCIA, Ledonias Franco. Anápolis: para viver e aprender. Goiânia:
Cânone, 2006. p. 90. (Adaptado).
Quando utilizado em sala de aula, o fragmento permite
trabalhar diretamente com a seguinte habilidade da História estabelecida na BNCC: