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“Somos nominalmente confederados; mas em verdade não passamos de míseros colonos e vassalos da corte central. Privados da liberdade, e do direito de aplicar nossos rendimentos em próprio bem, obrigados a levar ao Rio de Janeiro quanto produzimos e a receber em troca mil diferentes espécies de males, espoliações, tiranias, perseguições e vilipêndios.” Jornal “O Censor”, número 3, novembro de 1837. O extrato do texto do jornal trata dos elementos em debate no movimento da Sabinada (1837-1838).
Marque a opção correta acerca da Sabinada:
“Como a maior parte da população se concentraria no Bonfim para os festejos de Nossa Senhora da Guia, na noite de 24 para 25 de janeiro, os malês imaginaram poder ocupar, sem maior resistência, o forte de São Pedro e o quartel da Mouraria. Com armamento de que se apoderassem, espalhariam o terror na cidade e dominariam os pontos estratégicos.” Costa, S. C. da. Brasil, segredo de Estado. Incursão descontraída pela história do país. Rio de janeiro: Record, 2001.
Sobre a Rebelião dos malês marque a opção correta:
“A arte efêmera, tão presente nessa liturgia real, estreitou os laços entre D. Pedro e a dócil e domesticada América, numa relação de amor. Num arco do triunfo em Caeté, ela proclamava: Dons, que negueis aos Tiranos,/ Aceitai, meu Defensor,/ Submissão, e Fé Te juro,/ Meu Primeiro Imperador. Pelas mãos de D. Pedro e sua Constituição, a América poderia sair definitivamente do reino da natureza e viver, em si e por si, o reino da politica. Sua sapiência e maturidade residiam em poder reconhecer corretamente tirania e o bom governo. Ao escolher o segundo, provava sua capacidade de progredir. D. Pedro transformou-se em seu ‘defensor perpétuo’, ao defende-la do inimigo externo – o colonialismo português –, reforçando o caráter heroico do bom governante.” Schiavinatto, I. L. Questões depoder na fundação do Brasil: o governo dos homens e de si (c. 1780-1830). In Malerba, J. (org.) A independência brasileira – novas dimensões. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006.
São características da Constituição Imperial Brasileira de 1824, a Constituição Outorgada:
“Consumada a independência politica e tornando-se essa sabida pelo conjunto das províncias em fins de 1822, restou aos autonomistas pernambucanos se conformarem com o chamado ‘projeto do Rio de Janeiro’.” Silva, Luiz Geraldo Santos da. O avesso da independência: Pernambuco (1817-24). In Malerba, J. (org.) A independência brasileira – novas dimensões. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. O projeto instalado após o processo de independência do Brasil pode ser caracterizado como:
“Da partida do rei, em abril de 1821, até o fechamento da Assembleia, em novembro de 1823, a imprensa abrigou um debate de características democráticas, porém sem regras definidas. A situação de instabilidade e indefinição politica que o país vivia fez com que o debate alcançasse níveis de violência tais que incluíram o insulto, o palavrão, os ataques pessoais e até a agressão corporal, anunciada ou levada à prática. O processo de independência estimulou a participação democrática e, com ela, a emergência de estilos de escrita ricos, variados, originais. A liberação da imprensa possibilitou a escritores e leitores brasileiros a abertura para uma multiplicidade de ideias e atitudes.” Lustosa, I. Insultos impressos: o nascimento da imprensa no Brasil. In Malerba, J. (org.) A independência brasileira – novas dimensões. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006.
Sobre o processo de independência do Brasil assinale a alternativa correta: