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Em seu livro Eu me chamo Antônio (2013), o escritor Pedro Gabriel brinca com os conceitos de sinonímia, antonímia, homonímia e paronímia. Leia os trechos da obra e avalie se as análises estão CORRETAS.
I. Amores sempre vêm e vão, mas nunca vêm em vão (GABRIEL, 2013, p. 22) - As palavras sempre e nunca expressam sentidos contrários, estabelecendo relação de sentido entre dois termos que se opõem, portanto são exemplos de antonímia.
II. Me amasse como se eu te amasse também (GABRIEL, 2013, p. 133) – Quanto à elaboração sintática, os pronomes oblíquos me e te foram utilizados de acordo com as regras da norma culta. Quanto à elaboração semântica, o termo amasse configura-se como exemplo de sinonímia, compreendendo somente o sentido de gostar muito de algo ou alguém, não permitindo a leitura do trecho por meio de outros significados.
III. Eu te amo. Oração subordinada a você. (GABRIEL, 2013, p.39) – A construção sintática do texto coaduna com o sentido metafórico, uma vez que Eu te amo é a oração principal e Oração subordinada a você é uma oração subordinada substantiva. Tal qual o eu-lírico que se sente subordinado à mulher amada.
IV. Grandes amores são grandes dúvidas. Não vivê-los é morrer com grandes dívidas. (GABRIEL, 2013, p.42) - Há semelhança na forma e no som das palavras dúvidas e dívidas, estabelecendo uma relação paronomástica.
V. Amores sempre vêm e vão, mas nunca vêm em vão (GABRIEL, 2013, p. 22) - O autor explora a relação de identidade de pronúncia e de grafia do termo vão: na primeira oração, corresponde ao verbo irregular ir conjugado na 3ª pessoa do plural, no tempo presente do indicativo; e na segunda oração, o mesmo termo é usado como adjetivo, significando à toa, inútil.
GABRIEL, Pedro. In: Eu me chamo Antônio. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2013.
Como também não lhe seria possível fazê-lo fora do diálogo. É através deste que se opera a superação de que resulta um termo novo: não mais educador do educando, não mais educando do educador, mas educador-educando com educando-educador. Desta maneira, o educador já não é o que apenas educa, mas o que, enquanto educa, é educado, em diálogo com o educando que, ao ser educado, também educa.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987.
A partir da leitura do trecho acima e dos seus
conhecimentos sobre morfologia, marque a alternativa
que apresenta a classificação CORRETA das palavras
destacadas nos trechos que seguem:
“O sucesso da educação linguística é transformar o falante em um 'poliglota' dentro de sua própria língua nacional" (BECHARA, 2001, p. 38).
BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37. ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2001.
Com base na afirmação de Evanildo Bechara e em seus conhecimentos sobre norma padrão e variantes linguísticas, assinale a alternativa CORRETA:
Considere as sentenças abaixo.
I. O domador conseguiu acalmar a fera.
II. Tudo ficou mais claro após a explicação do professor.
III. Clara é o sol de nossas vidas.
IV. A criança saiu da escola com a cara pintada.
V. Achei um barato andar de bicicleta na orla da praia.
Em quais períodos as palavras em destaque foram utilizadas no sentido denotativo: