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“Sou de 1955. Tive o melhor de minha juventude antes das Diretas Já. (...) Sou, sim, dos que viveram com segurança e prosperidade aquele período. Confesso que tive foi medo das Diretas Já, imaginando uma ruptura naqueles tempos bons que vivia. Quanto a Tancredo Neves, o via como um jornal já bem lido na política brasileira (...). De pronto, logo senti que ele não era essa mudança toda que clamavam.” (Depoimento de Francisco Luiz Nepomuceno, cearense, da cidade de Caridade. IN: PRIORE, Mary Del. Histórias da Gente Brasileira. Volume 4. República. Testemunhos (1951 – 2000). Leya, Editora Casa dos Mundos.2019. p.162.)

O depoimento, além de elogiar o regime autoritário, fala do caráter conservador que assumiu a transição para a democracia no Brasil, liderada por Tancredo Neves, após 21 anos de ditadura. Um dos motivos que pode explicar corretamente esse conservadorismo refere-se ao fato de:

O Estado Novo (1937-1945), implantado e governado por Getúlio Vargas, concluiu o longo período em que Vargas esteve à frente da presidência no Brasil, totalizando 15 anos seguidos, e que ficou conhecido como Era Vargas. Seu início ocorreu ao liderar a “Revolução de 1930” e seu desfecho, em outubro de 1945, quando foi destituído da presidência. A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi um dos acontecimentos marcantes à época.
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Homenagem a Getúlio Vargas na Esplanada do Castelo. Rio de Janeiro (09/11/1940). Arquivo Nacional. (https://jk.cpdoc.fgv.br/imagem-som/fatos-eventos/estado-novo)
Baseando-se nas informações apresentadas, pode-se destacar como características e práticas do Estado Novo:

Observe a charge.


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A charge, datada do início do século XX, que retrata uma das características políticas predominantes da Primeira República no Brasil (1889-1930), também conhecida como República Velha, refere-se:

As origens da cidade de Chapada dos Guimarães, assim como ocorreu com várias das antigas cidades do Centro-Oeste brasileiro, estiveram ligadas às atividades desenvolvidas pelos bandeirantes em busca de alternativas econômicas, como atesta Caio Prado Júnior, em seu clássico Formação do Brasil Contemporâneo: “Descobrira-se o ouro, ali, precisamente em Cuiabá, no ano de 1718. Porém, jazidas e aluviões escassas, comparadas às de Minas Gerais. O afluxo populacional foi muito menor, a decadência mais acentuada e rápida. Daí uma estrutura demográfica muito mais simples”.
(JÚNIOR, Caio Prado. Formação do Brasil Contemporâneo. Ed. Brasiliense.17ª edição. São Paulo,1981. p.58.)
A partir das informações apresentadas, um fato característico desse momento das primeiras descobertas auríferas na região é:
Leia o trecho:

“A revolta dos escravos em São Domingos está associada aos acontecimentos revolucionários na França de fins do século XVIII, que ocasionaram em 1794, a proclamação do fim da escravidão nas possessões francesas no ultramar. [...] A ascensão de Napoleão Bonaparte ao governo francês marcou uma nova reviravolta no processo. Anulou a lei abolicionista de 1794”.

PRADO, Maria Lígia; PELLEGRINO, Gabriela. História da América Latina. São Paulo: Contexto,2014. p.17.


O processo de independência desencadeado a partir do evento acima foi muito marcante. As classes dominantes que lideravam os movimentos de independência no Brasil e em outros lugares da América lembravam-se deste fenômeno e tinham o temor que algo semelhante ocorresse em seus territórios e, dessa forma, buscavam se precaver política e juridicamente. O medo referente ao que ocorreu em São Domingos ficou conhecido como: