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Em 1983, lideranças políticas buscaram a aprovação
de uma emenda constitucional que reestabelecesse o
voto popular nas eleições para a presidência da República. A emenda estava formalizada no Congresso
Nacional desde março daquele ano. Foi iniciativa de
um deputado quase desconhecido – Dante de Oliveira,
do PMDB de Mato Grosso. Tinha quinze linhas e alta
probabilidade de ser arquivada, mas foi pinçada pela
Executiva Nacional do PMDB. A Emenda Dante de Oliveira, como ficou conhecida, levou à formação de uma
frente suprapartidária. (Lilia Moritz Schwartz e Heloísa Murgel Starling, Brasil:
uma biografia. Texto adaptado)
Em abril de 1984, a Emenda Dante de Oliveira foi
Nas eleições para a regência única, realizadas em abril
de 1835, o Padre Feijó derrotou seu principal competidor,
Holanda Cavalcanti, proprietário rural de Pernambuco.
O corpo eleitoral era extremamente reduzido, somando
cerca de 6 mil eleitores. Feijó recebeu 2.826 votos, e Cavalcanti, 2.251. Pouco mais de dois anos depois, em setembro de 1837, Feijó renunciou. Ele sofrera pressões do
Congresso, sendo acusado de não empregar suficiente
energia na repressão aos farrapos, entre cujos chefes estava um de seus primos. Nas eleições que se seguiram,
triunfou Pedro Araújo Lima, futuro Marquês de Olinda,
antigo presidente da Câmara e senhor de engenho em
Pernambuco.
A vitória de Araújo Lima simbolizou o início do “regresso”.
(Boris Fausto, História do Brasil) O “regresso” representava uma corrente política
As constantes reclamações, não só aquelas publicadas
em periódicos da Corte, mas também as diversas cartas
e petições enviadas para a Secretaria de Polícia da Província, informavam que os habitantes destes mocambos
praticavam frequentes roubos na região, principalmente
pirateando barcos, carregados de produtos, que navegavam os rios. Segundo as denúncias, os quilombolas usavam canoas – que mantinham escondidas nos manguezais dos inúmeros riachos afluentes do Iguaçu e Sarapuí
— em seus assaltos e, “para evitarem os insultos dos
salteadores – [quilombolas], alguns mestres daquelas
lanchas têm pactuado com eles, pagando-lhes tributo de
carne, farinha, etc.”. As dificuldades alegadas pelas autoridades para destruir os mocambos eram, entre outras,
sua localização em regiões pantanosas de difícil acesso
e a “conivência” com os quilombolas de comerciantes,
taberneiros, cativos das plantações vizinhas, escravos
remadores e lavradores.
(Flávio dos Santos Gomes, Quilombos do Rio de Janeiro no século XIX.
In: Flávio dos Santos Gomes e João José Reis (orgs.),
Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil)
A partir do excerto, é correto afirmar que, em geral, as
comunidades de escravos fugidos
Bem nas primeiras linhas da sua História geral das guerras angolas (1681), Cadornega, o pai da historiografia
angolista, menciona o “resgate de peças que servem de
utilidade ao comércio, e com estes resgates se evitam
não haver tantos açougues de carne humana, e instruídos na Fé de Nosso Senhor Jesus Cristo indo batizados
e catequizados se embarcam para as partes do Brasil ou
para outras que têm uso católico”.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes:
formação do Brasil no Atlântico Sul. Texto adaptado)
Na sua manifestação, Cadornega parece
Na sua manifestação, Cadornega parece
Adotou-se a convenção de dividir o movimento em fases distintas, abrangendo o “bandeirismo defensivo”, o
apresamento, o movimento colonizador, as atividades
mercenárias e a busca de metais e pedras preciosas.
Contudo, apesar dos pretextos e resultados variados que
marcaram a trajetória das expedições, a penetração dos
sertões sempre girou em torno do mesmo motivo básico.
(John M. Monteiro, Negros da terra: índios e bandeirantes
nas origens de São Paulo)
Para Monteiro, esse “motivo básico” das expedições dos bandeirantes foi
Para Monteiro, esse “motivo básico” das expedições dos bandeirantes foi