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[...] As luzes são uma época de conclusão, de recapitulação, de síntese – e não de inovação radical. As grandes ideias das Luzes
não têm origem no século XVIII; quando elas não vêm da Antiguidade, trazem os traços da Idade Média, do Renascimento e da
época clássica. As luzes absorvem e articulam opiniões que, no passado, estavam em conflito, é por isso que os historiadores
quase sempre observam que é preciso dissipar algumas imagens convencionais. As luzes são ao mesmo tempo racionalistas e
empiristas, herdeiras tanto de Descartes quanto de Locke.
(TODOROV, 2008, p. 13.)
Segundo muitos autores, é difícil caracterizar com precisão o movimento Iluminista, pois, para a sua formação, concorreram fatores culturais, sociais e locais, e além disso:
Segundo muitos autores, é difícil caracterizar com precisão o movimento Iluminista, pois, para a sua formação, concorreram fatores culturais, sociais e locais, e além disso:
Numa primeira aproximação, o sistema colonial se apresenta como o conjunto das relações entre as metrópoles e suas
respectivas colônias, num dado período da história da colonização; na Época Moderna, entre o Renascimento e a Revolução
Francesa, parece-nos conveniente chamar essas relações, seguindo a tradição de vários historiadores (Beer, Schuyler, Lipson),
Antigo Sistema Colonial da era mercantilista. E já esta primeira abordagem, ainda puramente descritiva, permite-nos estabelecer para logo uma primeira distinção de não somenos importância. Nem toda colonização se processa, efetivamente, dentro
dos quadros do sistema colonial; fenômeno mais geral, de alargamento da área de expansão humana no globo, pela ocupação,
povoamento e valorização de novas regiões.
(NOVAIS, Fernando, 2011.)
O sistema colonial, como conceito, na maioria das vezes, se liga ao mercantilismo e, em consequência, às engrenagens que lhe dão estrutura e dinâmica. E é nesse contexto mercantil que emerge o conceito de “Exclusivo Colonial”, que:
(NOVAIS, Fernando, 2011.)
O sistema colonial, como conceito, na maioria das vezes, se liga ao mercantilismo e, em consequência, às engrenagens que lhe dão estrutura e dinâmica. E é nesse contexto mercantil que emerge o conceito de “Exclusivo Colonial”, que:
[...] Na medida em que a ação da colonização se consubstanciava, novos discursos em prol do trabalho eram produzidos,
separando cada vez mais os indígenas cristãos – os fiéis – daqueles que não aceitavam e resistiam às regras – os infiéis – cujos
discursos eram atentados pelas concepções ocidentais de ócio e vício.
(SANTOS, 2012, p. 34.)
Os indígenas, em sua dinâmica cultural, em muito se diferenciavam dos colonizadores europeus, isso é público e notório, e no contexto da colonização:
(SANTOS, 2012, p. 34.)
Os indígenas, em sua dinâmica cultural, em muito se diferenciavam dos colonizadores europeus, isso é público e notório, e no contexto da colonização:
O século XIV testemunhou uma crise da antiga ordem feudal, seguindo bem nos calcanhares do surgimento das cidades
corporativas com grande medida de autonomia local, política e econômica, bem como uma influência grandemente aumentada
nos negócios nacionais. Nessa crise, o modo de produção feudal, baseado na servidão, foi seriamente abalado e atingiu um
adiantado estado de desintegração, cujos efeitos foram vistos na economia senhorial do século seguinte.
(DOBB, 1965, p. 33.)
A crise a que se refere o excerto anterior, na verdade:
(DOBB, 1965, p. 33.)
A crise a que se refere o excerto anterior, na verdade:
Colombo, que afirmara e continuou afirmando, convictamente ou não, serem do Extremo Oriente as terras que descobrira, já
disso estava sem dúvida desenganado ao percorrer, no decurso das suas últimas viagens, terras continentais que em nada se
ostentavam fabulosas, como daquelas se sabia serem. Que se tratava de uma barreira erguida entre a Europa e a Ásia era
mesmo opinião geral entre as gentes ligadas em Espanha às atividades marítimas, noção da qual emergia, como é natural, a de
ser necessário navegar até lhe encontrar o fim e seguir daí pelo resto do mar que ainda tivesse de sulcar-se para atingir o
continente asiático.
(Peres, 1992, p. 73-74.)
A Espanha foi o segundo país a se lançar na aventura das grandes navegações. A primeira viagem marítima financiada pelo país ocorreu em 1492, com Cristóvão Colombo, 77 anos depois de os portugueses invadirem Ceuta, no Reino de Fez (atual Marrocos), em 1415. Vários motivos levaram a Espanha a esse “atraso”, entre os quais podemos apontar:
(Peres, 1992, p. 73-74.)
A Espanha foi o segundo país a se lançar na aventura das grandes navegações. A primeira viagem marítima financiada pelo país ocorreu em 1492, com Cristóvão Colombo, 77 anos depois de os portugueses invadirem Ceuta, no Reino de Fez (atual Marrocos), em 1415. Vários motivos levaram a Espanha a esse “atraso”, entre os quais podemos apontar: