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Use o trecho a seguir como apoio à sinalização posterior de resposta que considera a filosofia de Aristóteles e a hierarquia estabelecida entre os objetos de conhecimento na sua Metafísica. “Não é ofício do poeta narrar o que aconteceu; é, sim, o de representar o que poderia acontecer, quer dizer: o que é possível segundo a verossimilhança e a necessidade. Com efeito, não diferem o historiador e o poeta por escreverem verso ou prosa [...] diferem, sim, em que diz um as coisas que sucederam, e outro as que poderiam suceder. Por isso a poesia é algo de mais filosófico e mais sério do que a história, pois refere aquela principalmente o universal, e esta o particular”. (Aristóteles, Poética.)
É correto afirmar:
Quanto ao estado de natureza Hobbes, tem-se que: “a natureza fez os homens tão iguais, quanto às faculdades do corpo e do espírito, que, embora por vezes se encontre um homem manifestamente mais forte de corpo, ou de espírito mais vivo do que outro, mesmo assim, quando se considera tudo isto em conjunto, a diferença entre um e outro homem não suficientemente considerável para que um deles possa com base nela reclamar algum benefício a que outro não possa igualmente aspirar”. (Thomas Hobbes, Leviatã) Assinale a alternativa correta.
Sobre as diferenças entre Platão e Descartes, analise o trecho a seguir. A leitura dos textos clássicos e antigos, para evitar equívocos quanto a sua interpretação, requer um cuidado especial com palavras que, ao longo dos séculos, mudaram de significação. Donde uma advertência para leitura de Platão: “os termos gregos eîdos ou idéa não podem ser traduzidos por ‘ideia’, que designa inelutavelmente, desde Descartes pelo menos, uma representação, ou seja, um objeto mental” (Brisson e Pradeau, Vocabulário de Platão, verbete “Forma Inteligível”). Assinale a alternativa incorreta.
Leia o excerto e as proposições a seguir: “Há uma infinidade de sombras do mesmo cubo, todas verdadeiras. Mas quem, submetido, limitado à sombra, poderá compreender que tais aparências são aparências do mesmo ser? [...] Retenhamos o exemplo fácil do cubo, desse cubo que nenhum olho viu e jamais verá como ele é, mas que apenas por ele o olho pode ver um cubo, isto é, reconhecê-lo sob suas diversas aparências. E digamos ainda que, se vejo um cubo, e se compreendo o que vejo, não há aqui dois mundos, nem duas vidas; mas trata-se de um único mundo e uma única vida. O verdadeiro cubo não está distante, nem próximo, nem alhures; mas é ele que sempre fez que esse mundo visível seja e tenha sido sempre verdadeiro.” (Alain, “A Caverna”) Analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) As percepções que se possa ter do cubo são sempre parciais, particulares e pessoais, enquanto a ideia de cubo é completa, universal e impessoal. ( ) As percepções variam e são tão diversas que o mundo visível não pode ser verdadeiro, sendo assim apenas uma ilusão. ( ) As percepções que se possa ter do cubo são menos reais do que o discurso que enuncia a definição de cubo. ( ) Todas as percepções que se possa ter do cubo são verdadeiras porque a ideia de cubo é a reunião de todas as percepções do cubo. ( ) Tudo aquilo que pode ser percebido diretamente pelos sentidos constitui a própria realidade das coisas. ( ) Tudo aquilo que pode ser percebido diretamente pelos sentidos é fidedigno enquanto aparência.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
“Mas, o que teria a concepção de causalidade [de Aristóteles] a ver com a divisão social? [...] Se tomarmos o cidadão ou o senhor e indagarmos a qual das causas ele corresponde [...] se, por outro lado, indagarmos a que causa corresponde o escravo ou servo [...] compreende-se, então, por que a metafísica das quatro causas considera a causa eficiente inteiramente subordinada à final.” (Marilena Chauí, O que é ideologia, adaptado.) Assinale a alternativa INCORRETA: