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Os termos ética e moral são muitas vezes empregados como sinônimos, mesmo tendo diferentes sentidos. O termo ética pode ser entendido como: (1) o conjunto de princípios ou regras que norteiam a conduta social dos seres humanos ou (2) a disciplina filosófica que analisa e discute as regras da conduta humana, os valores subjacentes a ela, a natureza dos princípios que lhe servem de base, dentre outros temas. Já o termo moral possui frequentemente uma conotação religiosa, referindo-se a prescrições específicas adotadas pelos seguidores desta ou daquela crença. Por exemplo, há religiões que prescrevem um certo modo de vestir-se que, quando desobedecido, pode gerar punições físicas, como é o caso de mulheres islâmicas que não usam o véu (burca) em público.


De acordo com o texto e seus conhecimentos, pode-se afirmar que

Para muitos filósofos, problematizar teses que o senso comum considera verdadeiras constitui uma importante tarefa filosófica desde a antiguidade. Para eles, o senso comum seria essencialmente ingênuo, crédulo e dogmático, porque não exige demonstrações para justificar crenças. Assim, por exemplo, acreditava-se antigamente que o Sol girava em torno da Terra, o que sabemos hoje ser falso. No entanto, outros filósofos consideram que o senso comum está intimamente relacionado ao bom senso e que seria humanamente impossível exigir a justificação de todas as crenças, pois não teríamos nem condições nem tempo suficiente para isso. Até mesmo filósofos e cientistas – para quem a demonstração (ou refutação) das hipóteses é fundamental – são incapazes de justificar a totalidade de suas crenças.

Assinale a alternativa que está de acordo com as colocações do texto.
Em A Condição Humana, Hannah Arendt observa que o pensamento político dos gregos antigos estava baseado na distinção bem demarcada entre a esfera pública (a Cidade) e a privada (a família), e que no mundo moderno essa distinção deixou de ser clara. Assinale a alternativa que, de acordo com a autora, explica essa mudança.
Considere o seguinte texto:
Não vos deixeis enganar! É vossa curta vista, não a essência das coisas, que vos faz acreditar ver terra firme onde quer que seja no mar do vir-a-ser e perecer. Usais nomes das coisas, como se estas tivessem uma duração fixa: mas mesmo o rio, em que entrais pela segunda vez, não é o mesmo da primeira vez.
(HERÁCLITO DE ÉFESO. Coleção Os Pensadores. Vol. I. São Paulo: Victor Civita,1973, p.109.)
Com base no texto e no conhecimento sobre o pensamento de Heráclito de Éfeso, considere as seguintes afirmativas:
1. Em todas as coisas, tem-se a constante transformação e não realidades fixas.
2. Os olhos e os ouvidos são más testemunhas para os homens.
3. A ideia de que tudo se transforma diz respeito ao mundo físico, sendo que em sua essência as coisas não se alteram.
4. O vir-a-ser e o perecer conduzem as pessoas ao engano.
Assinale a alternativa correta.
Na introdução ao Ensaio sobre o entendimento humano, John Locke declara que nessa obra ele pretende investigar “a origem, a certeza e a extensão do conhecimento humano, juntamente com as bases e graus da crença, opinião e assentimento”.
(LOCKE, John. Coleção Os Pensadores. Vol. XVIII. São Paulo: Victor Civita,1973. p.145.)
Com base nessa citação e na obra de que foi retirada, é correto afirmar que essa investigação: