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Leia o texto.
“Recebe o qualificativo de crítica porque, de fato, é uma consciência permanentemente atenta em denunciar as influências a que está submetida e criticá-las. É crítica no sentido etimológico da palavra, portanto procede à ‘crise’, isto é, à separação dos fatores atuantes, e capaz de apreciar a significação de cada um, a força da respectiva motivação e, de modo geral, o resultado deles, expresso nos julgamentos a que é levada em virtude da sua inclusão no contexto histórico, onde assentam os fundamentos de suas atitudes e de seu modo de pensar. Está sempre interessada em descobrir os determinantes do seu conteúdo, porque sabe que eles existem e tem por tarefa lógica distingui-los e avaliá-los. É, pois, um pensamento constantemente ocupado na indagação sobre a legitimidade dos seus enunciados, à procura das influências que os explicam, cuja revelação consciente é a finalidade que impõe a si mesma”.
(VIEIRA PINTO, A. Consciência e Realidade Nacional: volume I. Rio de janeiro: Contraponto,2020)

Assinale a afirmativa que caracteriza a consciência crítica.

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As reflexões filosóficas sobre as artes, como música, literatura, teatro, pintura, entre outras, são muito antigas. Uma importante discussão diz respeito à natureza do belo, especialmente nas artes plásticas: haveria um belo em si mesmo que pudesse servir como parâmetro para avaliar a beleza de uma obra? Se não houver um parâmetro, como poderemos distinguir o belo do feio? Uma obra de arte sobre algo feio pode ser bela, como é o caso da condição social retratada em Os retirantes, de Cândido Portinari? Será que a concepção de belo se atualiza constantemente de acordo com a própria dinâmica da sociedade em que a obra é produzida? Filósofos da arte responderam estas perguntas de modos muito diferentes, o que nos permite perceber que nenhuma das respostas oferecidas foi considerada satisfatória.

A partir do texto, é correto afirmar que:

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Os termos ética e moral são muitas vezes empregados como sinônimos, mesmo tendo diferentes sentidos. O termo ética pode ser entendido como: (1) o conjunto de princípios ou regras que norteiam a conduta social dos seres humanos ou (2) a disciplina filosófica que analisa e discute as regras da conduta humana, os valores subjacentes a ela, a natureza dos princípios que lhe servem de base, dentre outros temas. Já o termo moral possui frequentemente uma conotação religiosa, referindo-se a prescrições específicas adotadas pelos seguidores desta ou daquela crença. Por exemplo, há religiões que prescrevem um certo modo de vestir-se que, quando desobedecido, pode gerar punições físicas, como é o caso de mulheres islâmicas que não usam o véu (burca) em público.


De acordo com o texto e seus conhecimentos, pode-se afirmar que

Para muitos filósofos, problematizar teses que o senso comum considera verdadeiras constitui uma importante tarefa filosófica desde a antiguidade. Para eles, o senso comum seria essencialmente ingênuo, crédulo e dogmático, porque não exige demonstrações para justificar crenças. Assim, por exemplo, acreditava-se antigamente que o Sol girava em torno da Terra, o que sabemos hoje ser falso. No entanto, outros filósofos consideram que o senso comum está intimamente relacionado ao bom senso e que seria humanamente impossível exigir a justificação de todas as crenças, pois não teríamos nem condições nem tempo suficiente para isso. Até mesmo filósofos e cientistas – para quem a demonstração (ou refutação) das hipóteses é fundamental – são incapazes de justificar a totalidade de suas crenças.

Assinale a alternativa que está de acordo com as colocações do texto.
Em A Condição Humana, Hannah Arendt observa que o pensamento político dos gregos antigos estava baseado na distinção bem demarcada entre a esfera pública (a Cidade) e a privada (a família), e que no mundo moderno essa distinção deixou de ser clara. Assinale a alternativa que, de acordo com a autora, explica essa mudança.