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Concurso:
AL-CE
Disciplina:
Antropologia
Ao revisar um material de comunicação institucional, um analista identifica passagens que descrevem práticas de comunidades tradicionais como “atrasadas” por não corresponderem aos padrões da cultura dominante. Ele recomenda a revisão do texto. Do ponto de vista antropológico, o problema central das passagens e a postura metodológica recomendada são, respectivamente:
Concurso:
AL-CE
Disciplina:
Sociologia
Um analista propõe que um diagnóstico institucional não se limite a contabilizar comportamentos observáveis, mas interprete os significados que os próprios servidores atribuem a seus gestos, rituais e símbolos de pertencimento. Ele fundamenta a proposta em Clifford Geertz, para quem, “acreditando, como Max Weber, que o homem é um animal amarrado a teias de significados que ele mesmo teceu, assumo a cultura como sendo essas teias e a sua análise; portanto, não como uma ciência experimental em busca de leis, mas como uma ciência interpretativa, à procura do significado”. A abordagem metodológica que decorre dessa concepção e que o analista pretende adotar é a:
Concurso:
AL-CE
Disciplina:
Antropologia
Em uma capacitação sobre atendimento a populações diversas, um servidor afirma que certas comunidades “têm menos iniciativa por causa do clima quente” e que “isso está no sangue”. Um analista, com base na antropologia consolidada por Roque de Barros Laraia, contesta a afirmação. O argumento antropologicamente correto para a refutação é o de que as diferenças de comportamento entre grupos humanos se explicam por (pela):
Concurso:
AL-CE
Disciplina:
Sociologia
Ao estudar porque certas hierarquias internas são aceitas como naturais até por quem é desfavorecido por elas, um analista recorre à noção bourdieusiana segundo a qual existe um poder “que se exerce com a cumplicidade daqueles que não querem saber que lhe estão sujeitos ou mesmo que o exercem”. Esse poder atua menos pela coerção explícita e mais pela imposição de significados como legítimos, levando os dominados a perceberem a ordem estabelecida com as próprias categorias produzidas por essa ordem. Tal mecanismo é designado por Bourdieu como:
Um analista examina um debate público em que se afirma que a remuneração de trabalhadores “corresponde exatamente ao valor que produzem”. Recorrendo à crítica da economia política de Marx, ele observa que essa afirmação ignora a categoria pela qual se explica a origem do lucro no modo de produção capitalista: a fração de valor produzida pelo trabalho excedente, apropriada por quem detém os meios de produção. O analista identifica também que a naturalização dessa relação — sua apresentação como justa e evidente — opera como forma de ocultamento. As categorias marxianas que nomeiam, respectivamente, a origem do lucro e esse ocultamento são: